“Minha filha tinha uma alegria contagiante. Se ela estivesse aqui, era ela que estaria fazendo um interrogatório, porque ela perguntava tudo”. Foi com a voz embargada e buscando uma grande força interna que a pedagoga Marília Braz Grijó Cordeiro, 33, mãe da pequena Manoela Grijó, de 4 anos, conversou com a equipe de reportagem de A Tribuna.
Manoela foi uma das três vítimas do acidente que aconteceu na BR-101 em Xuri, Vila Velha, na manhã desta segunda-feira (08). Ela estava com a tia Letícia Mendes, de 21 anos, e a avó, Elisange Mendes, de 48 anos, que também morreram no acidente. Elas voltavam para casa, quando o carro, conduzido por Letícia, invadiu a contramão e bateu de frente com uma carreta.
Segundo a pedagoga, Manoela era uma menina doce e alegre, sendo simpática até com quem não conhecia. Um dia antes do acidente, ela chegou a conversar com a mãe por telefone.
“Até para quem ela não conhecia, dizia: ‘Oi! Qual é seu nome?’, ‘Onde você mora?’. Falei com ela por telefone. Ela falou: ‘Estou com saudade’. Falei que amanhã (segunda-feira) a gente ia se ver, mas o amanhã não chegou para ela”, afirmou Marília.
O pai da menina, o técnico em planejamento Douglas Cordeiro Mendes dos Santos, de 26 anos, classificou a morte da filha como “um dos momentos mais difíceis de sua vida.
Queria minha irmã e minha mãe. Mas acima de tudo, queria a minha filha. Minha filha tinha quatro anos, tinha começado a vida. A gente está de pé porque acredita em um Deus que dá força para gente”, disse.
O corpo de Manoela Grijó foi velado nesta terça-feira na Igreja Batista Betel, no Alto Dona Augusta, em Cariacica.