Espancamentos, estrangulamento, sufocamento com sacola plástica, choque a laser e ferimentos com armas letais são apenas alguns dos tipos de torturas registradas durante as audiências de custódia, realizadas entre julho de 2015 e abril de 2016 na Grande Vitória. Ao todo, são 112 relatos registrados pela Defensoria Pública do Espírito Santo (DPES) e que expõem o nome de 189 policiais, sendo 13 deles mencionados pelo menos duas vezes.
Quase todos os casos (99,11%) tiveram algum tipo de agressão física. Uma delas, inclusive, culminou em morte. Esses dados fazem parte do “Relatório sobre Denúncias de Tortura: Análise de 112 Casos Catalogados em 257 dias nas Audiências de Custódia no Espírito Santo”, elaborado pela Coordenação de Direitos Humanos da DPES.