
Segundo a polícia, Cristiane Caldeira Burock seria a mandante do crime e contou com a ajuda do namorado, Giovani Gama de Oliveira, um motorista de Uber, como intermediário. Os dois teriam contratado um executor, Felipe Barbosa dos Santos, que foi preso na manhã desta sexta em Muqui.
A acusada disse em depoimento que era agredida e por isso teria planejado o crime. A polícia conversou com um filho dela, fruto de outro casamento, que disse que o padrasto era pacìfico. A linha de investigação é de que a dona de casa queria que o crime parecesse um latrocínio para ficar com a pensão do marido.
Segundo o superintendente de Polícia Regional Sul, delegado Faustino Antunes Simões Filho, o combinado foi que o executor receberia R$ 1 mil, as armas de Elias e mais uma quantia depois.
Cristiane e Giovani foram presos em Cachoeiro. Os três acusados confessaram o crime e foram autuados em flagrante. Segundo o delegado Faustino, o executor tem passagem pela polícia e é suspeito de outro homicídio na cidade. A arma usada foi apreendida e os pertences da vítima recuperados.
A dona de casa será levada para o Centro Prisional Feminino de Cariacica e os outros dois suspeitos para o Centro de Detenção Provisória de Cachoeiro.
Elias foi morto na casa onde morava, em Cachoeiro, na madrugada desta sexta. A esposa e a filha do casal, de cinco anos, também estavam no local.
O executor fugiu com um Ford Fiesta Sedan, usado como viatura descaracterizada. O carro foi encontrado no bairro Alto Niterói, em Atílio Vivácqua.
Elias deixa quatro filhos. O corpo está sendo velado na Câmara Municipal de Muqui e o sepultamento será neste sábado (1), às 8 horas, em Mimoso do Sul.
A reportagem completa sobre o caso você lê na edição do jornal A Tribuna deste sábado (1).

