
Meus caros leitores, muitos já estão “pelas tampas” de saber da farra que inunda o Brasil em relação a esse assunto que, por lei, garante ao idoso e à pessoa com deficiência que parem seus possantes nas vagas delimitadas. Mas que os incivilizados ou anticidadãos insistem em nos passar a perna, e quase que diariamente.
O que é pior – As autoridades de trânsito e prefeituras parecem ignorar quando essas vagas estão nos estacionamentos privados, como se lá fosse um “salve-se quem puder”, “Se vira”, “Aqui ninguém manda”…
Atentem-se quando forem lá – Basta dar um pulinho para uma diversão ou afazeres nos shoppings Vila Velha e Moxuara, para ter a ideia do que é “terra de ninguém” ou o verdadeiro sentido da “casa da mãe Joana”. Um verdadeiro show de desigualdade, desrespeito e falta de educação.
Um exemplo – Veio-me em mente uma lembrança de uma viagem que fiz à Suécia em que me deparei com um cidadão parando numa vaga reservada para cadeirantes e, em três minutos, a polícia chegou com a sirene ligada e, imediatamente, a pessoa saiu.
Por lá, as multas não são altas, mas a rapidez com que é realizada a remoção do carro e também da forma como agem assim que é feita a denúncia, me surpreenderam, e, claro, ninguém se arrisca. Ah, como eu queria que fosse assim por aqui também…
As justificativas são as mais esfarrapadas – Esse argumento tosco e, no mínimo, nojento de que “parei só por um minutinho” reforça a intolerância disfarçada de boa moça ou bom moço. É uma pena…
Mas eu prefiro apostar na educação efetiva a médio e longo prazo de crianças e jovens para um trânsito mais educado e menos violento. É para isso que me esforço tanto… Quem sabe possa dar resultados?
As vagas são nossas por direito – O que não dá mais é para improvisar as maneiras como são abordadas essas questões, seja com multa moral, ou apenas ameaça de remover o veículo, demora em aparecer um agente, ou de que essa infração é muito pequena para tanto…
As futuras gerações estão aí, e elas podem mudar isso de maneira concreta. As vagas não são privilégios, são ações importantes no processo de inclusão.
Da fiscalização – De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, é o agente da autoridade de trânsito, que é pessoa – civil ou policial militar – credenciada pela autoridade de trânsito que exercerá as atividades de fiscalização e operação.
O que isso significa? – Quer dizer que existe um sistema nacional de trânsito formado por diversos órgãos que detêm o poder de polícia administrativa, isto é, eles podem fiscalizar e punir os infratores.
Entre esses órgãos, podemos citar a Polícia Rodoviária Federal e as polícias militares dos estados e do Distrito Federal. Esse poder pode ser atribuído até mesmo aos agentes da Guarda Municipal, entre outros.
A realidade é… – Apesar de muitos poderem fiscalizar, o que presenciamos é uma total falta de fiscalização. E muita gente sem a credencial de beneficiário. Socorro! chame o guincho!
Mariana reis é consultora em acessibilidade e educadora física