
O soldado Fábio Silva de Souza foi preso em casa, no bairro Ataíde. Contra ele havia um mandado de prisão temporária em aberto pelo crime ocorrido em 2 de fevereiro de 2015, que resultou na morte de Alfredo de Souza Garcia e Keivid Rosa Carvalho, ambos de 21 anos.
O mandado de prisão foi expedido pela 3ª Vara Criminal da Serra e cumprido pela Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV) do mesmo município, acompanhada pela Corregedoria da PM.
A polícia, na época do crime, informou que Alfredo e Keivid chegaram ao ponto de ônibus em uma bicicleta e teriam exigido a mochila do soldado Fábio Silva. O policial sacou uma pistola calibre ponto 40 e atirou várias vezes contra um deles, que morreu no local.
Segundo o chefe da DCCV, delegado Rodrigo Sandi Mori, não havia armas com os dois jovens. “O policial descarregou o primeiro pente da arma, carregou novamente e efetuou mais disparos.
Um deles morreu com um tiro na testa e o outro com 11 perfurações no corpo”, explicou o delegado.
O segundo jovem correu, mas foi perseguido e morto. Após matar Alfredo e Keivid, o soldado fugiu na bicicleta usada pelos eles.
Segundo Sandi Mori, através da análise de câmeras de videomonitoramento da região, depoimentos de testemunhas e denúncias, a equipe da DCCV identificou o PM.
De acordo com o delegado, o soldado não comunicou o caso ao Ciodes-190 nem a Corregedoria. A polícia solicitou a arma da PM usada pelo soldado entre 2014 e 2017.
De acordo com a polícia, o exame de balística “testou positivo” para os projéteis encontrados nos corpos de Alfredo e Keivid e para as cápsulas encontradas no local.
Durante o mandado de prisão temporária por 30 dias contra o PM, a equipe da DCCV encontrou na casa dele uma arma de brinquedo e uma munição calibre ponto 40.
Em depoimento, de acordo com o delegado, o soldado confessou ter efetuado os disparos, mas alegou que agiu em legítima defesa, pois as vítimas iriam assaltá-lo.
O soldado está preso no Quartel do Comando Geral (QCG).