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Polícia

PM é preso acusado de matar duas pessoas na Serra

Um diretor jurídico da Associação de Cabos e Soldados (ACS) da Polícia Militar foi preso na manhã de ontem, em Vila Velha, acusado de duplo homicídio ...

Última atualização

Foto: Leonardo Duarte/Arquivo AT 02/02/2015Um diretor jurídico da Associação de Cabos e Soldados (ACS) da Polícia Militar foi preso na manhã de ontem, em Vila Velha, acusado de duplo homicídio em 2015, em um ponto de ônibus da BR-101, em Valparaíso, Serra.

O soldado Fábio Silva de Souza foi preso em casa, no bairro Ataíde. Contra ele havia um mandado de prisão temporária em aberto pelo crime ocorrido em 2 de fevereiro de 2015, que resultou na morte de Alfredo de Souza Garcia e Keivid Rosa Carvalho, ambos de 21 anos.

O mandado de prisão foi expedido pela 3ª Vara Criminal da Serra e cumprido pela Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV) do mesmo município, acompanhada pela Corregedoria da PM.

A polícia, na época do crime, informou que Alfredo e Keivid chegaram ao ponto de ônibus em uma bicicleta e teriam exigido a mochila do soldado Fábio Silva. O policial sacou uma pistola calibre ponto 40 e atirou várias vezes contra um deles, que morreu no local.

Segundo o chefe da DCCV, delegado Rodrigo Sandi Mori, não havia armas com os dois jovens. “O policial descarregou o primeiro pente da arma, carregou novamente e efetuou mais disparos.

Um deles morreu com um tiro na testa e o outro com 11 perfurações no corpo”, explicou o delegado.

O segundo jovem correu, mas foi perseguido e morto. Após matar Alfredo e Keivid, o soldado fugiu na bicicleta usada pelos eles.

Segundo Sandi Mori, através da análise de câmeras de videomonitoramento da região, depoimentos de testemunhas e denúncias, a equipe da DCCV identificou o PM.

De acordo com o delegado, o soldado não comunicou o caso ao Ciodes-190 nem a Corregedoria. A polícia solicitou a arma da PM usada pelo soldado entre 2014 e 2017.

De acordo com a polícia, o exame de balística “testou positivo” para os projéteis encontrados nos corpos de Alfredo e Keivid e para as cápsulas encontradas no local.

Durante o mandado de prisão temporária por 30 dias contra o PM, a equipe da DCCV encontrou na casa dele uma arma de brinquedo e uma munição calibre ponto 40.

Em depoimento, de acordo com o delegado, o soldado confessou ter efetuado os disparos, mas alegou que agiu em legítima defesa, pois as vítimas iriam assaltá-lo.

O soldado está preso no Quartel do Comando Geral (QCG).

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