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Polícia

Empresário capixaba é acusado de integrar máfia que roubava remédio do SUS

Após uma investigação nacional, um empresário capixaba foi preso ontem em Colatina, no Noroeste do Estado, sob a acusação de integrar uma máfia que ...

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Prisão de um dos envolvidos no esquema em São Paulo. No destaque, o capixaba Kildren Batista. Foto: Divulgação/Ministério Público de São Paulo

Após uma investigação nacional, um empresário capixaba foi preso ontem em Colatina, no Noroeste do Estado, sob a acusação de integrar uma máfia que roubava medicamentos de alto custo para o tratamento de câncer do Sistema Único de Saúde (SUS) e de empresas particulares.

Além do empresário capixaba Kildren Batista Rodrigues, oito pessoas foram presas no País acusadas de participar do esquema, que teria faturado ilegalmente cerca de R$ 16,5 milhões.

As prisões foram deflagradas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, e fazem parte da Operação Medlecy 2.

No Estado, a prisão, que é preventiva, foi realizada pelo Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do Ministério Público Estadual, que atua com o Gaeco do Espírito Santo. O empresário estava em sua casa. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão.

O grupo passou a ser investigado em abril de 2015. O suposto esquema consistia na obtenção de medicamentos por meio de furto, roubo e desvios em órgãos públicos para, na sequência, serem vendidos para clínicas e hospitais por meio de empresa de fachada, a Medlecy.

Segundo investigações, Kildren, sócio da empresa Nutriclin, fornecia medicamentos de origem ilícita que abasteciam os demais membros da organização, que tinha sede em Bauru, São Paulo, enviando medicamentos pelos Correios. Esses produtos, conforme constatado pelas investigações, seriam fruto de desvio do Centro de Oncologia de Colatina (Ceonco), onde Kildren trabalha como farmacêutico.

Segundo o Ministério Público, ele também teria vínculo empregatício com diversas entidades públicas e privadas da área de saúde no Estado. As vendas eram realizadas num escritório sediado em Bauru, onde atuavam os líderes da organização.

O nome da operação faz referência à empresa de fachada criada pela organização criminosa para operar o esquema de desvio e venda dos medicamentos.

Além da prisão de Kildren e de outros integrantes da quadrilha, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Goiás e no Distrito Federal. Os investigados devem responder por organização criminosa, crime contra a saúde pública e receptação dolosa qualificada.

Mais informações sobre este caso e a reportagem especial completa, você acompanha no Jornal A Tribuna desta quinta-feira (1º).

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