
Ele conta que se interessou na adolescência. Mas, o grande salto foi quando seu irmão o ensinou a jogar pela internet. Com 18 anos, já conseguia pagar a faculdade com o dinheiro que ganhava em torneios on-line, até que resolveu abandonar o curso no sexto período para focar somente no pôquer. “Desde 2009 vivo do pôquer. Dá para tirar um salário muito bom, acima do que muitas profissões pagam, inclusive Engenharia. Já cheguei a ganhar 180 mil dólares (R$ 583.398)”, disse.
No entanto, para quem acha que dá para ganhar dinheiro “brincando”, Severino se dedica, em média, 12 horas por dia e cinco dias por semana, jogando em até 15 mesas ao mesmo tempo na internet. “Tem que ter um foco absurdo e estudar muito. O pôquer é cíclico. O que funcionava antes, já não funciona mais. Faço muitos cursos sobre novas estratégias. Quando comecei a jogar, li mais de 15 livros sobre o assunto”.
Severino faz parte do “Samba Poker”, equipe que reúne jogadores de vários lugares do País. “Eles pagam as inscrições dos torneios. Quando ganhamos premiação, repassamos uma parte do lucro. Normalmente é 50%”, explicou.
Outro jogador profissional que largou os estudos para se dedicar ao pôquer é Brunno Botteon, 22, que trancou a faculdade de Educação Física no terceiro período. Na última semana, Botteon ficou em oitavo lugar em um torneio internacional com 43 participantes. O prêmio pela façanha? A bagatela de 108 mil dólares (R$ 350.038).
“Se estudar muito, dá para viver bem. Para se ter uma ideia, o vencedor desse torneio, que foi um brasileiro, inclusive, ganhou 1 milhão de dólares (R$ 3,2 milhões)”.
Se os jogos de azar são proibidos no Brasil, por que o pôquer é liberado? Segundo a legislação, um jogo de azar é aquele “em que o ganho e a perda dependem exclusiva ou principalmente da sorte”. Por exemplo, as roletas de cassino. Há estudos que comprovam que as habilidades como controle emocional e capacidade de percepção do adversário, são mais importantes do que receber boas cartas.
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