
De acordo com especialistas em Recursos Humanos e Carreiras, o objetivo de aproveitar ao máximo as festas mais esperadas pelos foliões leva muitos trabalhadores a entregarem atestados falsos e também a inventarem desculpas para não comparecerem na empresa dias antes ou depois do Carnaval.
Eles alertam que fotos postadas por amigos ou até mesmo pelo trabalhador ficam visíveis para as diversas pessoas conectadas no mundo virtual, inclusive o chefe.
De acordo com o CEO da Heach Brasil, EUA e América Latina, Elcio Paulo Teixeira, este período do ano é caracterizado pelo aumento do número de faltas e de atestados, e isso está diretamente associado à “farra de Carnaval”.
“Subitamente é causado o efeito ‘doença’ em muita gente ou é responsável pela ‘morte’ de parentes e pessoas próximas. É muito sensível se expor a situações que comprometam o caráter e a imagem por foto ou vídeo”, disse Teixeira.
As empresas, em contrapartida, estão tomando medidas diretas para minimizar o problema e se apresentam mais cautelosas para constatar fraudes que os funcionários possam cometer.
Atestados sem carimbo, rasurados e sem o número do Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo (CRM-ES) do médico não são aceitos na empresa Cedisa.
“Ficamos mais atentos aos atestados, principalmente após o último dia do Carnaval. Só aceitamos o atestado original”, destacou a gerente de Recursos Humanos da Cedisa, Andreia Bolzan.
Ela informou que a empresa se comunica semanalmente com os colaboradores para fazer um alinhamento do comportamento que é esperado. “Para o Carnaval, também vamos fazer essa comunicação prévia”, destacou Andreia.
Muitas empresas voltam ao expediente na Quarta-feira de Cinzas. Mas alguns funcionários, de acordo com a diretora da Kato Consultoria e Treinamento, Roberta Kato, planejam desculpas para prolongar a curtição.
“As pessoas se excedem na curtição e inventam desculpas prévias para faltar, como o fato de terem perdido o transporte para voltar para casa”, disse.