
Durante a entrevista, George lembrou que, na noite do acidente, levou os filhos a uma sorveteria e “dedicou um tempo para eles”
“Minha esposa viajou para Minas Gerais, em um congresso de mulheres, com nosso bebê e eu levei os dois a uma sorveteria. Tomamos sorvete, fomos a casa de um membro da igreja, dei um banho nos dois e depois ficamos no escritório vendo um filme. Tirei um tempo para eles. Depois eles pediram leite com chocolate, eu fiz para eles e o Joaquim dormiu. Então levei ele até o quarto, liguei o ar condicionado, liguei a babá eletrônica, e voltei para o escritório. O Kauan ficou comigo até pouco depois da meia noite. Eu coloquei a mão sobre a cabeça dele, orei e pedi que Deus os guardasse e os protegesse. O cobri e fui para o meu quarto. Tomei um banho e dormi. Eu apaguei”, descreveu.
Perguntado sobre a força que ele tem tido para enfrentar esta situação, George Alves contou que tem “deixado nas mãos de Deus”.
“A única certeza que eu tenho hoje é que Deus está nos dando força. Ele está nos segurando e nos mantendo firme. Há um propósito em relação a tudo isso. Pessoas serão alcançadas pela propagação do evangelho. Não há nada que nos faça parar. O mundo precisa de Deus”, disse.
O pastor lembrou ainda que, há cerca de dois anos, ele e a esposa perderam uma filha, de apenas três meses, por um problema de saúde.
“Não tenho uma resposta para o mundo, senão Deus. Há menos de dois anos nós passamos pela perda da nossa filha e estamos aqui passando por isso novamente. Deus tem um plano sobrenatural para isso. Não há outra razão para eu estar aqui hoje. A vida de Joaquim e Kauan foi o plantio de uma semente para que possamos estar aqui hoje. Ele continuará nos dando força. Essa força não virá de nós”, afirmou.
Muito abalada, a mãe das crianças, a pastora Juliana Salles, preferiu não falar com os jornalistas.