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Motoristas ameaçam novos protestos

Ao menos 20 linhas de ônibus da viação Santa Zita, do sistema de transporte urbano Transcol, tiveram as operações paralisadas na manhã de ontem na ...

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Movimentação no Terminal de Campo Grande. Foto: Fábio NunesAo menos 20 linhas de ônibus da viação Santa Zita, do sistema de transporte urbano Transcol, tiveram as operações paralisadas na manhã de ontem na Grande Vitória. E motoristas e cobradores disseram que novos protestos podem acontecer.

A interrupção durou 5 horas, das 6h às 11h, e foi liderada pela diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Espírito Santo (Sindirodoviários-ES).

A ação aconteceu no Terminal de Campo Grande, em Cariacica, mas atingiu também os terminais de Jardim América, Laranjeiras e Vila Velha, que operam linhas da empresa.

O motivo das interrupções de operação das linhas, de acordo com o diretor do Sindirodoviários-ES, João Luiz Alves, é para conter três medidas que a empresa Santa Zita quer adotar.

São elas: redução da jornada diária de 7h20 para 5 horas (com redução de salário e tíquete-refeição), cobrança de passagem do cobrador (em caso de dois passageiros passarem na roleta e haver o pagamento de uma só passagem) e perda do horário de alimentação.

Ele explicou que no acordo coletivo entre os trabalhadores e a empresa, que é válido até novembro deste ano, não há cláusula que prevê a redução na jornada de trabalho.

“A empresa está tentando implantar o trabalho nesses novos regimes, mas afirmamos que não vamos deixar os ônibus saírem da garagem nessas condições. Se for preciso, vamos continuar impedindo as linhas de circularem. Consequentemente, podem ter menos ônibus nas ruas”, afirmou Alves.

A respeito da perda do horário do almoço, a assessoria do sindicato informou que, às vezes, o motorista e o cobrador estão “presos” no trânsito, chegam atrasados e ficam impedidos pelos fiscais de fazerem o horário.

“Além de ficarem sem se alimentar, a empresa também não quer considerar esse horário perdido. Ou seja, o rodoviário fica no prejuízo”, disse em nota.

No protesto de ontem, os ônibus ficaram parados no estacionamento do Terminal de Campo Grande, em Cariacica, e só foram liberados por volta das 11 horas, após a chegada do gerente da Santa Zita.

“O diretor da empresa está em viagem e vai conversar com a gente na volta. Porém, o gerente garantiu que nenhuma mudança vai acontecer sem que haja um acordo com o sindicato”, disse Alves.

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