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Economia

Governo vai tentar barrar saque do FGTS para quem pedir demissão

O governo pretende barrar ainda no Senado o projeto de lei aprovado quarta-feira pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) que autoriza o saque do FGTS ...

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Saque do FGTS: fundo financia políticas públicas de habitação e saneamento. Governo federal teme sua extinção. Foto: Leone Iglesias/AT

O governo pretende barrar ainda no Senado o projeto de lei aprovado quarta-feira pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) que autoriza o saque do FGTS nos pedidos de demissão.

A ideia é apresentar recurso para submeter a matéria ao plenário da Casa, a fim de que ela seja rejeitada. Caso contrário, o projeto seguirá direto para a Câmara, porque foi aprovado pela comissão em caráter terminativo.

O Ministério do Trabalho, que preside o Conselho Curador do FGTS, aguarda o cálculo sobre o impacto da proposta pela Caixa Econômica Federal para tentar reverter a situação.

Fontes do governo alegam que o projeto tem impacto negativo nas contas do FGTS porque tem potencial para elevar as retiradas, reduzindo assim o resultado do fundo — que financia políticas públicas de habitação e saneamento.

Além disso, desvirtuaria a finalidade do fundo de proteger trabalhadores atingidos pelo desemprego, situação diferente de quem pede demissão. Pelas normas vigentes, o saque é permitido nas demissões sem justa causa, compra da casa própria, aposentadoria e doenças graves.

“Entendemos que esse projeto, se transformado em lei, trará efeitos devastadores para o FGTS, além de gerar efeitos negativos sobre o mercado de trabalho, pois pode incentivar o trabalhador a pedir demissão, somente com o objetivo de sacar o saldo da conta, aumentando ainda mais a rotatividade do mercado de trabalho”, disse um técnico do governo.

A aprovação da projeto, de autoria da senadora Rose de Freitas (Podemos-ES), representou uma derrota para o governo.

O Executivo federal apostava na falta de quórum na sessão, mas foi surpreendido e, sem ninguém da base aliada para se opor, o texto do relator, senador Paulo Paim (PT-RS), foi aprovado, lamentou um técnico.

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