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Polícia procurou por vestígios de sangue no local do incêndio um dia antes da prisão de pastor

O pastor George Alves foi preso na manhã deste sábado (28), uma semana após o incêndio que matou um filho e o enteado dele em Linhares.George é pai ...

Última atualização

O pastor George Alves foi preso na manhã deste sábado (28). Foto: Wilton JuniorO pastor George Alves foi preso na manhã deste sábado (28), uma semana após o incêndio que matou um filho e o enteado dele em Linhares.

George é pai de Joaquim Alves Salles, de 3 anos, e padastro de Kauã Salles Burkovsky, de 6 anos, e era o único adulto na casa com as crianças no dia do incêndio.

Na tarde dessa sexta-feira (27), foi realizada a terceira perícia no imóvel. Além de uma equipe de engenharia da Polícia Civil (PC), estiveram no local o chefe da 16ª Delegacia Regional de Linhares (DRL), André Jaretta, o responsável pelo inquérito e delegado da Delegacia de Divisões Penais e Outras (Dipo) Romel Pio de Abreu Júnior e dois promotores da Vara Criminal de Linhares. A análise teve início por volta de 16h30 e terminou por volta de 21h30 da noite.

Na análise técnica, os peritos da Polícia Civil fizeram uso de luminol, que segundo o responsável pela Superintendência de Polícia Técnico-Científica (SPTC ), delegado Danilo Bahiense, é um reagente químico utilizado para detecção de vestígios de sangue.

A perícia realizada nessa sexta (27) durou cerca de cinco horas. Foto: Wilton Junior“Com esse reagente é possível identificar vestígios de sangue no local do crime a ser investigado”, disse.

Esse mesmo reagente foi utilizado em investigações de casos de grande repercussão no Brasil, como o de Isabella Nardoni, de 5 anos, morta ao ser jogada do sexto andar de um prédio em São Paulo. O pai Alexandre Nardoni e a madrasta Anna Carolina Jatobá, foram condenados pelo crime.

Duas outras análises foram realizadas na casa desde o início da tragédia. A primeira delas foi realizada por uma equipe da Polícia Civil no mesmo dia do incêndio, na madrugada do último sábado (21). A outra foi feita na última terça-feira (24) pela equipe de engenharia da PC.

Segundo uma testemunha que acompanhou a perícia dentro da residência e preferiu não se identificar, o luminol foi utilizado em várias partes da casa, inclusive no cômodo onde funciona o escritório do pastor George Alves, pai biológico de Joaquim. De acordo com essa mesma testemunha, o uso do luminol é a última etapa da perícia técnica e só é feito em casos mais complexos.

Segundo uma fonte da Polícia Civil, a prisão do pastor é preventiva e tem prazo inicial de 30 dias. A mesma fonte afirmou que esse tipo de mandado de prisão costuma ser expedido quando existe a possibilidade de a pessoa atrapalhar as investigações.

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