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Polícia usou delação premiada para pedir prisão de médicos

Em uma investigação complexa da quarta fase da Operação Lama Cirúrgica, houve uma formalização de acordo de colaboração premiada (delação) perante o ...

Última atualização

Foto: Fábio Nunes/ATEm uma investigação complexa da quarta fase da Operação Lama Cirúrgica, houve uma formalização de acordo de colaboração premiada (delação) perante o Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas e à Corrupção (Nuroc) e o Ministério Público Estadual, que seria a primeira nesse modelo feita no Estado.

Foi por meio dessa delação, assim como mediante aprofundamento das investigações, que a polícia obteve indícios da participação dos médicos Rodrigo Souza Soares e Marcos Robson de Cássia Alves Junior, presos na manhã de ontem sob a acusação de fazer cirurgias com material usado.

A delação teria sido feita pelo enfermeiro Thiago Waiyn, que foi solto no último dia 21. No acordo, haveria a previsão de redução da pena do enfermeiro, caso condenado.

Os advogados de Thiago, Glauco Reis e Ricardo Pessanha, foram procurados pela reportagem, mas não comentaram o assunto, já que houve a decretação de sigilo do caso. “Ele está à disposição da Justiça e da polícia”, afirmou Ricardo.

O promotor de Justiça Bruno Araújo Guimarães, da Promotoria de Justiça Criminal da Serra,  acompanhou todos os passos e acordou com os advogados.

Prisões

Sem citar quantidade, o delegado Raphael Ramos, do Nuroc, reafirmou que na lista dos investigados estão mais médicos, profissionais da saúde e empresários. Ele disse que novas prisões poderão acontecer em breve.

“Não descartamos a possibilidade de novas prisões nos próximos dias em relação a médicos e a outros profissionais da área da saúde, empresários e a outras pessoas potencialmente envolvidas”.

Paralelo a isso, a polícia tenta quantificar o número de pacientes que foram vítimas do esquema. Alguns já foram identificados por meio de investigações e em análises dos materiais apreendidos.

Raphael contou que a polícia já descobriu que um paciente teve infecção após fazer cirurgia ortopédica. Ele e outros pacientes serão ouvidos em uma nova fase.

Sobre o medo das pessoas em fazer cirurgias, ele orientou que os pacientes não desistam. “A principal cautela que o paciente tem de ter é em relação ao seu médico. Ele tem de ter relação de confiança com o seu profissional”.

Leia a reportagem completa no jornal A Tribuna desta quinta-feira.

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