Após o alerta da Defesa Civil Municipal de Guarapari, a prefeitura já colocou quase 100m³ de pedras para fazer a contenção das fortes ondas. A tendência, segundo a Secretaria de Obras, é colocar mais pedras até que a obra seja iniciada.
A licitação para a realização das obras está marcada para o próximo dia 02. A supervisora de obras públicas da Secretaria Municipal de Obras, Thalita Baptista, disse que ainda não é possível estabelecer uma data para o início das obras, já que tudo depende dos trâmites burocráticos.
“Buscamos resolver os trâmites burocráticos o mais rápido possível. Não tendo nenhum contratempo com as empresas participantes, daremos a ordem de serviço rapidamente”, esclarece a supervisora de obras.
Na visita do prefeito Edson Magalhães ao local, o gestor chegou a declarar que as obras começariam em oito dias. Mas Thalita explica que não foi possível decretar estado de emergência na orla.
“O prefeito iria decretar estado de emergência, mas conforme alguns itens da legislação, não foi possível. No entanto, por outro lado, foi possível acelerar a data da licitação para resolvermos o mais rápido possível. É uma obra preocupante e temos pressa para dar início”, afirma.
A Defesa Civil Municipal declarou que está realizando no mínimo duas visitas diárias no local. O gerente do órgão explica que o vento sul causou ondas maiores e que há uma grande preocupação sobre a previsão de maré alta.
“Nós temos conhecimento que os próximos meses será de ressaca. Estamos atentos”, completa o gerente da Defesa Civil Municipal.
O caso
As fortes ondas que atingem a Praia do Riacho, em Guarapari, aumentaram a erosão causada em frente ao edifício Sea Porte e obrigaram os moradores a deixarem o prédio.
Em menos de duas semanas, a distância entre a calçada do prédio e a erosão diminuiu de 3 metros para 1,6 metro. A informação é da Defesa Civil Estadual que esteve nessa segunda-feira (26) no local e verificou que nesse período 1,4 metro da via pública foi levada pela maré.
Com medo, os moradores do edifício Sea Porte resolveram deixar os apartamentos. Das 12 famílias que moravam há anos no prédio, apenas duas pessoas e o síndico, o empresário James Graupner, permaneceram nos apartamentos.
“A maioria dos moradores foi embora, restaram apenas eu e mais duas pessoas. Eram 12 famílias que residiam aqui. Mas com essa proximidade, os moradores ficaram com medo. A Defesa Civil só interditou a rua e está avaliando ainda se amanhã (terça-feira, 27) interditaria o prédio”, declara o síndico.
