
A informação foi passada na noite de quarta-feira (7) pelo advogado dele, Carlos Henrique Bastos, que esteve na Delegacia Especializada de Homicídios Contra a Mulher (DEHCM), na tarde de quarta, junto a alguns familiares dele.
A defesa aguarda mais algumas informações, como o laudo cadavérico, para que Rubens se apresente à polícia, já que segundo o advogado, “algumas informações estão um pouco desencontradas”. “Ele (Rubens) diz que estava bem com a vítima. Eles saíram e ele comprou uma cerveja para ela. Andrielly bebeu a cerveja e eles começaram uma discussão. Ela foi até a cozinha, pegou uma faca e para se defender, Rubens deu um mata leão nela, tirou a
faca dela e ela desmaiou. Foi um golpe de legítima defesa. Ele a deixou em casa desmaiada, pegou a criança, que tinha acordado com o barulho, e a deixou na casa dos pais dele e foi embora”, afirmou o advogado.
Segundo ele, Rubens foi embora da casa após o crime por ter um mandado de prisão por descumprir medida protetiva da ex-namorada e por isso temia ser preso. “Ele não acreditava que ela estava morta. Rubens falou que não apertou o pescoço dela para matá-la e não usou fio de carregador de celular. Ele só foi saber que ela tinha morrido pela imprensa. Ele nega que tenha matado ou que tinha a intenção de matá-la. Ele deu um mata leão como defesa”, alegou Bastos.
A defesa afirma que Rubens tem medo de morrer na cadeia e teme pela vida dos parentes. “Ele tem medo da vida dele no presídio. Rubens tem medo por ele e pela família, devido a repercussão do caso e está muito abalado”.
Andrielly foi morta na madrugada de domingo (4) dentro de casa, em Planalto, Vila Velha. Vizinhos disseram ter ouvido o casal discutir. O pai de Andrielly recebeu mensagens de Rubens, no celular, pedindo perdão após o crime.