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Política

Polícia usa gás lacrimogêneo para dispersar grupo anti-Lula em Foz do Iguaçu

A Polícia Militar do Paraná usou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar um grupo de manifestantes contrários ao presidente Luiz Inácio Lula da ...

Última atualização

A Polícia Militar do Paraná usou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar um grupo de manifestantes contrários ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na tarde desta segunda-feira em Foz do Iguaçu (PR).

Eles furaram um bloqueio de cerca de 300 metros de distância, feito pela PM, e se aproximaram da área onde estavam apoiadores do petista para arremessar ovos e pedras.
O evento acontece no Sindicato dos Eletricitários de Foz do Iguaçu, e integra a caravana do petista pelo Sul do país.

O presidente Lula chegou ao local às 18h16, depois que o grupo foi afastado do evento.

No domingo (25), em Santa Catarina, manifestantes contrários à presença de Lula na cidade receberam os ônibus de integrantes da caravana com ovos e pedras -a janela da frente do ônibus em que estava o ex-presidente acabou quebrada. Mais tarde, enquanto o petista falava ao público, o palanque voltou a ser alvo de ovos.

A caravana de Lula tem sido marcada por hostilidades, inclusive a jornalistas. Por volta das 17h30, a reportagem se aproximou de um grupo contrário ao ex-presidente. O repórter colaborador Bruno Soares foi chamado de petista por alguns deles -ele usa barba e vestia camisa vinho.

Ele se identificou, mas o grupo continuou a chamá-lo de petista por 20 minutos. Em seguida, alguns arremessaram ovos, que não o atingiram. O repórter se afastou do grupo na sequência.

Mais cedo, em Francisco Beltrão, no interior do Paraná, um segurança contratado para a escolta da caravana do ex-presidente Lula deu um tapa no rosto do repórter Sérgio Roxo, do jornal O Globo.

Na sexta-feira (23), em outro trecho da caravana de Lula em São Leopoldo (RS), a repórter colaboradora da Folha de S.Paulo Fernanda Wenzel se aproximou de um grupo anti-Lula, identificou-se, mas foi posta em dúvida e chamada de petista que estaria inspecionando o grupo alheio.

Uma mulher chegou a cutucar e encostar nas costas da repórter um rebenque, espécie de chicote. Ela se afastou do grupo minutos depois.

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