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Zuckerberg rompe silêncio sobre escândalo e diz que Facebook errou

Mark Zuckerberg, enfim, rompeu o silêncio. Numa mensagem no Facebook, o presidente e cofundador da rede social reconheceu que houve uma "violação de ...

Última atualização

Foto: Divulgação

Mark Zuckerberg, enfim, rompeu o silêncio. Numa mensagem no Facebook, o presidente e cofundador da rede social reconheceu que houve uma “violação de confiança” entre a plataforma e seus usuários no episódio que permitiu que dados pessoais fossem parar nas mãos de uma consultoria política.

“Temos a responsabilidade de proteger seus dados, e, se não pudermos fazer isso, não merecemos servir vocês”, escreveu Zuckerberg.

“Estou tentando entender o que houve para que não aconteça de novo. Também cometemos erros e precisamos fazer mais ainda. Precisamos consertar isso.”

Essa foi a primeira manifestação do executivo desde o fim de semana, quando estourou o escândalo do uso indevido de informações pessoais de mais de 50 milhões de usuários dessa rede social.

Esses dados foram parar nas mãos da consultoria política britânica Cambridge Analytica, empresa financiada pelo bilionário Robert Mercer e por Steve Bannon, ex-estragista-chefe de Donald Trump, que trabalhou para favorecer a corrida vitoriosa do presidente republicano à Casa Branca em 2016.

Na maior crise de imagem a abalar o Facebook desde o surgimento da plataforma, em 2004, Zuckerberg vinha sendo pressionado havia dias para se manifestar. Usou a sua própria rede social para explicar como ela fracassou.

O executivo disse que a ideia de criar uma rede em que as pessoas e seus amigos fossem conectados de modo integral favoreceu que empresas de terceiros compilassem seus dados para fins indevidos, já que desenvolvedores de aplicativos tinham acesso a perfis de usuários.

Zuckerberg lembrou que há cinco anos um pesquisador, Aleksandr Kogan, da Universidade Cambridge, no Reino Unido, criou um teste de personalidade instalado no Facebook baixado então por 270 mil usuários da rede.

Esse aplicativo deu a Kogan acesso aos dados dos amigos dessas pessoas e acabou expondo dezenas de milhões de outros perfis. Ele, então, no que o executivo chama de outra “violação de confiança”, repassou esses dados à Cambridge Analytica.

Executivos dessa empresa com sede em Londres foram flagrados nos últimos meses explicando como faziam para manipular o resultado de eleições pelo mundo usando perfis desviados do Facebook, entre elas a mais recente corrida presidencial americana e o referendo sobre o “brexit”.

O escândalo trouxe à tona uma prática comum no Facebook, segundo ex-executivos da rede social, que diziam que a empresa não tinha nenhum controle sobre o que seus parceiros faziam com informações compiladas ali e que havia surgido até um “mercado negro” de dados.

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