
O motivo? Transfobia. Natural de Vitória, ela nasceu Alexander de Souza e foi morar em Londres há três anos para estudar. As agressões verbais iniciaram no final de 2016, quando uma supervisora soube do seu sexo biológico.
“Já tinha trocado de nome em todos os documentos, menos na carteira de trabalho. Essa supervisora gostava muito de mim, até que viu o meu registro e começou a me humilhar. Isso se espalhou e minha vida virou um inferno”.
A chefe passou a só chamá-la de Alexander. A situação se agravou quando outros funcionários também começaram a ridicularizá-la.
A capixaba buscou ajuda na Organização LGBT Galop, que ofereceu uma advogada. Em dezembro
do ano passado, nove meses após ter registrado queixa, ela ficou cara a cara com alguns de seus agressores na Corte britânica.
Para Alexandra, o valor que ganhou não foi o mais importante. “Sentei na frente do mal e venci. Que outras trans não se calem. Procurem as autoridades. Ninguém tem de passar por esse tipo de humilhação”.
Leia a reportagem completa no jornal A Tribuna destasexta-feira.