
E, mais do que a realização de um antigo sonho dos capixabas, o empreendimento tem potencial para movimentar até R$ 2,6 bilhões na economia local — com a atração de novas empresas — e criar mais de 57 mil empregos no Estado.
É o que revela um estudo da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que citou uma série de fatores para que o cenário positivo se concretize.
Os principais são: ampliação de linhas aéreas em Vitória, maior capacidade de receber passageiros — passará de 3,3 milhões para 8,4 milhões por ano — e, principalmente, a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre o combustível dos aviões.
“O Estado cobra 25% de ICMS. Uma redução para 12% poderia trazer benefícios, como novos voos e mais empregos em toda a cadeia produtiva da aviação e turismo”, destacou Eduardo Sanovicz, presidente da Abear.
Segundo Sanovicz, o Brasil é o único país que tributa regionalmente o querosene de aviação, combustível das aeronaves comerciais. Ele explicou que voos internacionais são isentos da cobrança.
“Essa distorção faz com que, em muitas vezes, seja mais barato exportar um turista a transportá-lo para dentro do próprio Brasil”.
O setor de comércio é outro que faz projeções otimistas, a partir da inauguração do aeroporto. O presidente da Federação do Comércio do Estado (Fecomércio-ES), José Lino Sepulcri, estima de 2 mil a 3 mil novas oportunidades de emprego já nos primeiros três meses.
“Teremos mais chances de emprego, vamos estimular a competitividade entre as próprias companhias aéreas e aumentar o fluxo de pessoas. A população ganha, o Estado ganha. Todos vão ganhar”, comemorou.
Projeções
O gráfico abaixo mostra as projeções da Abear sobre produção, emprego e arrecadação do Estado, tendo como base dados de 2015 do estudo “Voar por Mais Brasil — Os Benefícios da Aviação nos Estados”, feito pela agência.
Foram levados em consideração a expansão do aeroporto — com base em seu potencial de operação — e o impacto de uma eventual redução do ICMS sobre o combustível de aviação de 25% para 12%.