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Estudantes fazem plástica para fugir de humilhações

Eles não querem ter um corpo perfeito. O que mais desejam é se livrar de humilhações sofridas na escola, causadas por colegas e até mesmo por ...

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A técnica de enfermagem Elisabeth Uliana diz que filha Beatriz, de 10 anos, está muito mais feliz após cirurgia para corrigir orelha de abano. (Foto: Beto Morais)

Eles não querem ter um corpo perfeito. O que mais desejam é se livrar de humilhações sofridas na escola, causadas por colegas e até mesmo por familiares. Cerca de 3.500 adolescentes de 13 a 18 anos devem fazer cirurgias plásticas este ano no Estado para eliminar o bullying, de acordo com estimativas de cirurgiões.

Dos adolescentes que operam, cerca de metade deles o fazem devido às humilhações sofridas. A expectativa é de que cerca de 7 mil adolescentes operem no Estado em 2018, se o aumento de 8% nos procedimentos se mantiver. Ao todo, devem ser feitas 54 mil cirurgias.

O cirurgião plástico Ariosto Santos explicou que a maioria quer se livrar do nariz grande, da “orelha de abano” e dos seios maiores do que os de outros colegas.

“Muitos chegam, inclusive, com quadro depressivo. Os adolescentes querem ser aceitos. Se um tem nariz maior, eles o afastam do grupo. Há uma insatisfação muito grande nessa faixa etária. De 2012 a 2016, houve um crescimento de 110% na cirurgia em adolescentes.”

O cirurgião plástico do Hospital Metropolitano André Obermüller ressaltou que, nas cirurgias de otoplastia – correção da orelha de abano – praticamente todos os procedimentos são realizados devido ao bullying.

A filha da técnica de enfermagem Elisabeth Uliana, 38, Beatriz Uliana, 10, começou a reclamar com a mãe que, quando chegava em locais diferentes, a primeira coisa que falavam sobre ela era a orelha.

“Ano passado, ela começou a reclamar e a me pedir para operar. Ela disse ‘mamãe, esse ano não quero presente, mas você faz a minha orelhinha? Eu aguento a anestesia.’. Então, comecei a correr atrás para fazer a cirurgia da orelha de abano.”

Elisabeth ficou com medo de ela não querer mais ir para a escola por causa de bullying. “As crianças implicavam, mas ela dava resposta na hora. Hoje ela está muito feliz, se olha no espelho, prende o cabelo, o que não fazia antes. A cirurgia foi mês passado e o resultado final é em três meses.”

A reportagem completa você lê na edição deste domingo (20) do jornal A Tribuna.

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