
A história toda é mal contada. Guerrero caiu no exame feito após o jogo Argentina x Peru, pelas Eliminatórias da Copa, no dia 5 de outubro do ano passado. O resultado do exame apontou a presença da substância proibida benzoilecgonina, metabólito da cocaína.
A partir daí, tudo que foi divulgado e falado partiu da defesa do jogador. Inclusive a versão de que ele ingeriu um chá contaminado na concentração da seleção peruana. Em nenhum momento, a Wada (agência mundial antidoping) ou o CAS (Corte Arbitral do Esporte) se pronunciaram oficialmente.
A Fifa puniu Guerrero com um ano de suspensão. Em dezembro, reduziu a pena para seis meses. Mesmo sem se pronunciar, deu a entender, com a redução da pena, que a versão da contaminação do chá fazia sentido. No início de maio, o CAS julgou recurso da Wada e ampliou para 14 meses a suspensão! Ou seja, deu a entender que encontrou provas suficientes para penalizar o atacante. Como já cumpriu seis, Guerrero teria mais oito meses de pena e, assim, perderia a Copa do Mundo e só estaria liberado para voltar a jogar em janeiro do ano que vem! Repito: tudo isso sem uma declaração oficial, apresentando ou negando provas do doping.
Agora, a Justiça Comum da Suíça concede efeito suspensivo. O que significa que o atacante pode jogar a Copa, mas depois dela volta a cumprir suspensão! Faz sentido? Nenhum. Se ele pode jogar é porque entendem que a versão da sua defesa é crível. E aí não cabe mais a aplicação da pena depois disso!
Guerrero é o principal nome da seleção peruana e seria uma pena não vê-lo na Copa – a primeira e última da sua carreira. O Peru vai comemorar a decisão e o nome do jogador vai constar na lista final de jogadores para o Mundial.
Mas onde está a lógica de todo o caso?
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Adiós, mister!

Foram nove títulos em dois anos e meio como “mister” do Real: três Ligas dos Campeões, dois Mundiais de Clubes, duas Supercopas da Uefa, uma Supercopa da Espanha e um Campeonato Espanhol.
Zidane meio que repete o que fez Guardiola ao deixar o Barcelona “por cima”. Não deixa de ser curiosa a inquietação de ambos por novos desafios, e o entendimento de que seus trabalhos já estavam no limite em seus respectivos clubes.
A renovação do todo poderoso Real Madrid começou por onde ninguém esperava. Por cima! O que será que vem depois? Neymar? Vinicius Júnior?