
O delegado André Costa, titular da Delegacia de Crimes Contra a Vida de Linhares, disse que, em relação às agressões, todos os elementos sinalizam que essas agressões foram empregadas com o propósito de desacordar as crianças.
Assim, elas não ofereceriam resistência e ele poderia ocultar o abuso que acabara de praticar. “Não posso dizer que era algo premeditado, mas conforme a evolução do comportamento criminoso, ele foi elegendo metodologias voltadas para ocultar o que praticou. Vale dizer: ele abusou das crianças, as agrediu desacordando-as e ateou fogo usando um agente acelerador com o propósito de ocultar o abuso que praticou”, disse o delegado André Costa.
Indagados se a investigação aponta também para um crime com conotação religiosa, os policiais asseguraram que não. Reforçaram ainda que as execuções foram para encobrir o abuso sexual.
O secretário de Estado da Segurança Pública, coronel Nylton Rodrigues, disse que o pastor queria encobrir o abuso sexual. “O pastor agrediu as crianças a ponto de elas ficarem desacordadas e, em seguida, provocou o incêndio exatamente no local onde elas estavam deitadas.
PERFIL
O chefe da Polícia Civil delegado Guilherme Daré disse que procura mais elementos para descobrir quem, na verdade, é o pastor. “Se houver alguma denúncia contra ele, seja por ter praticado crime de abuso sexual em outro local ou qualquer outro crime de homicídio ou de furto, é relevante para continuarmos a investigação.
Assim vamos traçar o perfil dele e conseguir investigar o passado dele com as referências do presente para saber se realmente ele praticou outros tipos de crime dessa mesma natureza”.
Daré classificou como “fantasiosa” a versão dada por George sobre o crime. “Além de assassinar duas crianças, um filho e o enteado, ele ainda teve a capacidade de se omitir e não prestar socorro”.