Diante da paralisação dos caminhoneiros que ocasionou a falta de combustíveis em alguns postos, grandes filas em outros e alterações de preços, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado do Espírito Santo (Sindipostos-ES) emitiu, nesta quinta-feira (24), um comunicado sobre o assunto:
Posicionamento do Sindipostos sobre o desabastecimento e redução do preço diesel na refinaria
Desabastecimento
A continuar a interdição dos terminais de carregamento, bem como das rodovias, é iminente a falta de produtos na grande maioria dos postos de combustíveis do Estado. Observamos que isso já acontece em várias cidades, em sua grande maioria no interior.
Paralização dos caminhoneiros
Reconhecemos a necessidade da redução do preço dos combustíveis, objeto da manifestação, mas salientamos que o desabastecimento não deve ser consequência do mesmo.
Importante que seja respeitado o abastecimento dos serviços essenciais (hospitais, polícia, transporte público, entre outros) priorizando-os.
Preço final ao consumidor
A redução no volume de vendas dos postos, fruto do desabastecimento – pane seca – , impacta diretamente no custo fixo por litro dos mesmos.
Redução do preço do diesel na refinaria (Petrobras)
Equivocou-se o presidente da Petrobras, Pedro Parente, ao afirmar que a redução de R$ 0,23 na refinaria teria impacto de R$ 0,25 no preço final do produto.
Como o produto diesel A é parte na composição do produto diesel vendido nos postos, 90%, o impacto no custo de aquisição das distribuidoras é de aproximadamente R$ 0,21.
Reiteramos que para a efetiva redução do preço nas bombas, faz-se necessário a redução nas distribuidoras, portanto, essa redução pode variar de posto para posto.
Redução dos impostos federais (Pis, Cofins e Cide) e estadual (ICMS)
A desoneração dos encargos tributários no diesel e também nos demais combustíveis (gasolina, etanol e GNV) beneficiaria a toda a sociedade, seja no transporte público ou privado. Salientamos que, respeitado o orçamento econômico financeiro e a responsabilidade fiscal dos entes envolvidos, sendo possível essa redução, ela se faz necessária neste momento. Importante que a Petrobras também tenha sua parcela de contribuição, promovendo novas reduções.
Importante ressaltar que, no caso do diesel, governos estaduais e federal e Petrobras (produto e impostos) representam aproximadamente, 84% do custo do produto.