
O requerimento foi entregue na tarde da última sexta-feira, segundo os advogados do pastor. George foi preso por alterar a cena do incêndio na casa onde morreram os meninos Kauã e Joaquim, no dia 21 de abril, e por atrapalhar as investigações.
A advogada Taycê Aksacki, uma das responsáveis pela defesa do pastor e de sua mulher, Juliana Salles, disse que foram protocolados quatro requerimentos, e um deles foi o pedido da perícia.
“Nós protocolamos quatro requerimentos ontem (sexta-feira). Um deles é, de fato, uma nova perícia. Um perito engenheiro veio de Minas só para a realização desse trabalho, porém, é necessário que o imóvel seja liberado pelas autoridades. Isso ainda não foi feito e não sabemos qual o prazo correto. Sobre os outros três requerimentos, prefiro não comentar”.
Segundo Taycê, até o momento não há evidências concretas da autoria de crime por parte do pastor que justifiquem sua prisão.
A advogada contou ainda que na junta de advogados que está atuando na defesa de George constam os nomes de Hebert Gonçalves e Rodrigo Duarte. Eles estiveram com ela, na tarde de sexta-feira, na sede da 16ª Delegacia Regional de Linhares, para analisar as informações contidas nos autos do inquérito e protocolar o pedido.
Questionada sobre o motivo do pedido de nova perícia, Taycê explicou que ele foi feito pois “é recomendável e oportuno que o advogado, na intenção de defender seu cliente, tanto nas esferas administrativas ou judiciais, tenha sempre a preocupação de munir-se de elementos (provas) e informações técnicas capazes de justificar suas alegações e demais elementos indicados nos autos”.
A respeito da perícia particular, o delegado responsável pelo caso, Romel Pio Júnior disse, na tarde de sexta-feira, que até aquele momento não havia recebido o documento com o pedido da defesa.