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Polícia prende suspeito de envolvimento na morte de Marille Franco

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, na tarde desta quarta-feira (30), um homem supostamente ligado ao assassinato da vereadora Marielle Franco ...

Última atualização

 (Foto: Acervo de A Tribuna )

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, na tarde desta quarta-feira (30), um homem supostamente ligado ao assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol), ocorrido em março, no centro da cidade.

Thiago Bruno Mendonça, de 33 anos, conhecido como Thiago Macaco, foi preso no interior de uma loja no shopping Nova América, em Del Castilho. Ele também é suspeito de ter participado do assassinato de um assessor do vereador Marcello Siciliano (PHS).

Desde a morte da vereadora que vários casos de assassinato com a digital da milícia ocorreram no estado. Um deles foi justamente o de Carlos Alexandre Pereira Maria, 37, líder comunitário da zona oeste que era colaborador de Siciliano.

Conhecido como Alexandre Cabeça, ele foi morto em abril, dias depois de ter prestado depoimento à polícia no caso Marielle.

Após a morte da vereadora, a polícia questionou equipes de parlamentares com suspeita de alguma ligação com os grupos milicianos que atuam no estado. Chamou a atenção da polícia na época a grossura dos cordões de ouro usados pelo colaborador.

Na terça, um suspeito de ter matado Alexandre Cabeça foi preso. Thiago Bruno Mendonça, conhecido como Thiago Macaco, 33, foi preso num shopping da zona norte da capital fluminense. Havia um pedido de prisão temporária expedido pela Justiça do Rio.

Outro homem, Rondinele de Jesus da Silva, o Roni, já havia sido preso sob a mesma suspeita. Os dois são apontados como integrantes da milícia do Boiúna, em Jacarepaguá, na zona oeste. Alexandre Macaco estaria em um churrasco na rua quando duas pessoas em uma motocicleta se aproximaram. O homem da garupa teria disparado vários tiros de pistola na vítima, que não resistiu.

Já se vão 45 dias desde a morte da vereadora Marielle Franco sem que as autoridades desvendassem o crime. Até o momento, o relato da testemunha é o que a polícia tem de mais concreto sobre o caso.

No início deste mês, a polícia fez uma reconstituição do crime, que teria concluído que a vereadora foi atingida por tiros de submetralhadora, de um tipo que é comumente utilizada por forças policiais de elite.

Marielle foi morta em 14 de março, por volta das 21h40, quando voltava de um debate sobre racismo e cultura negra no Brasil.

Ao menos dois carros seguiram a vereadora da porta do local do debate, na Lapa, até o bairro do Estácio, também no centro.

Um carro emparelhou com o da vereadora e pelo menos 13 tiros foram disparados. Os tiros atingiram Marielle na cabeça e Anderson, nas costas.

Uma assessora que também estava no veículo sobreviveu e hoje está no programa de proteção à testemunha. Uma onda de protestos e comoção tomou conta do país após o assassinato.

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