
A NBA é onde estão os melhores jogadores de basquete do mundo. E não há ninguém nela melhor do que LeBron. Alguns já arriscam a dizer que nunca houve! Mas aí é levantar a inevitável comparação com Michael Jordan, numa discussão sem fim e, para mim, sem sentido.
Mas que o “Rei” já é uma lenda, isso não se discute.
Um Rei que tem história parecida com a maioria dos jogadores de futebol do Brasil. Nasceu em uma das regiões mais pobres dos Estados Unidos, foi criado em Akron, no estado de Ohio. Sua mãe, Gloria James, tinha apenas 16 anos quando ele nasceu e o criou sozinha. Achou, no basquete, o caminho para ser alguém na vida. E é. Saiu do equivalente ao Ensino Médio direto para a NBA, sem passar pelo poderoso basquete universitário americano. Foi a escolha número 1 do draft (o processo seletivo) da NBA aos 19 anos, quando tinha acabado de completar o ensino médio na St. Vincent-St. Mary High School. Assim que chegou ao Cleveland Cavaliers, assinou um contrato de R$ 90 milhões com a Nike. O resto é história. História sendo contada ao vivo!
Está na final da NBA pela oitava vez consecutiva (quatro com o Miami Heat e quatro com o Cavs)!
Além de tudo que mostra na quadra, é um astro com posicionamento sobre vários temas que são tabus. Chamou, por exemplo, o presidente americano Donald Trump de “vagabundo” quando este desconvidou Stephen Curry e o time dos Warriors para vista à Casa Branca pelo título da última temporada.
Em entrevista à famosa revista americana “GQ”, perguntado se poderia ser comparado a Muhammad Ali pelos posicionamentos políticos do boxeador durante a Guerra do Vietnã, LeBron afirmou: “Eu acho que apenas o tempo irá dizer. Eu acho que Ali representou alguma coisa maior do que Ali. Ele queria fazer a diferença para o futuro, um futuro em que nem ele estaria mais lá, inclusive. Isso foi o que Ali trouxe para a mesa (… ). É minha responsabilidade. Eu acredito que fui colocado aqui por uma causa maior. Nós temos pessoas que estiveram em altas posições e escolheram fazer isso e outras que escolheram não fazer isso… Eu não faço isso para ser elogiado ou estar em um artigo. Eu faço isso porque é minha responsabilidade.”
Enfim, palmas (muitas) para o Rei!