Para evitar uma nova “batalha campal”, como a que ocorreu em 2017, a eleição da Mesa da Câmara da Serra, neste sábado (2), às 10h, terá reforço da Polícia Militar (PM).
O pedido partiu dos procuradores da Casa e foi atendido pelo atual presidente Rodrigo Caldeira (Rede), que encaminhou a solicitação à polícia. Uma das razões para o pedido foi “o momento de insegurança e instabilidade jurídica vivido pela Câmara da Serra.”
A PM confirmou o reforço, mas não divulgou o número do efetivo, por questão de segurança. Além disso, medidas, como o controle de quem poderá entrar no plenário, também foram tomadas.
Só parlamentares, servidores de Taquigrafia e das divisões de Comunicação e Legislativo serão permitidos no plenário. Assessores de gabinete estão barrados. O público poderá assistir das galerias.
Apesar do clima que antecede a eleição ser de nervosismo, com possíveis traições, já que as chapas serão inscritas antes da votação, há também quem acredite que o pleito será pacífico, caso um dos lados consiga maioria folgada, o que levaria a até uma chapa única, de consenso.
Caldeira, apesar de ser do mesmo partido de Audifax, tem sinalizado independência. Ele, que recebe o apoio de pedetistas ligados ao deputado Sérgio Vidigal, deve encabeçar uma das chapas e já teria 13 votos para se reeleger para o biênio 2019/2020.
Na outra frente, estão os vereadores fiéis ao prefeito. São eles: Alexandre Xambinho (Rede), Basílio da Saúde (Pros), Miguel da Policlínica (PTC) e Wellington Alemão (DEM). Não há definição de nome para presidir e votos.
A disputa pelo comando da Câmara ganha destaque desde 2017, quando a vereadora afastada Neidia Pimentel (PSD) decidiu mudar de chapa na última hora para concorrer à presidência.
Basílio da Saúde, então candidato da oposição, perdeu a briga para ela. Não faltou tumulto e até um extintor de incêndio voou na sessão. Em julho daquele ano, porém, Neidia foi afastada por conta de irregularidades na eleição. Em agosto, conseguiu voltar ao cargo.
Em março deste ano, Neidia foi afastada do cargo de vereadora sob acusações de “rachid” (ficar com parte do salário de assessores). Quem assumiu foi Caldeira.
