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“Fui ficando sem ar e tentei sair, mas as portas estavam trancadas”, diz vítima de desabamento na Mata da Praia

O empresário Edson Cheffer, de 34 anos, que estava dentro do veículo que ficou debaixo de uma laje, relatou os momentos de pânico.“Fui ficando sem ar ...

Empresário mostra ferimento na mão

Última atualização

Empresário mostra ferimento na mão (Foto: Beto Morais/ AT)O empresário Edson Cheffer, de 34 anos, que estava dentro do veículo que ficou debaixo de uma laje, relatou os momentos de pânico.

“Fui ficando sem ar e tentei sair, mas as portas estavam trancadas, não dava para abrir”, disse.

O empresário conta que, durante um minuto, viu as pedras caindo e destruindo o veículo que ele estava. Ele sobreviveu apenas com ferimentos leves.

Os moradores da avenida onde a obra está localizada escutaram o forte barulho do desabamento e perceberam que algo grave havia acontecido.

Edson calcula que eles demoraram cerca de cinco minutos para resgatá-lo. Ele teve apenas  ferimento em um dedo por causa de vidros quebrados.

“Eles conseguiram quebrar o vido e me tiraram pela janela mesmo. O meu celular e minha carteira estavam no bolso, por isso consegui entrar em contato com meu amigo para avisar o que aconteceu”, explicou.

Edson foi atendido pelos bombeiros no local e depois foi para a casa de um amigo da família. Esse amigo acompanhou o empresário até o posto de saúde de Jardim da Penha.

Após o atendimento no posto de saúde, Edson voltou ao local do desabamento porque queria tentar pegar suas roupas no carro.

Susto e destruição

Bombeiros isolaram área de prédio que desabou (Foto: Beto Morais/AT)A estrutura do prédio que estava em demolição desabou na avenida Comandante Álvaro Martins, na Mata da Praia, em Vitória, na tarde de ontem, provocando susto nos moradores da região e destruição em dois veículos.

Por volta das 15h20, moradores da avenida escutaram um estrondo. Eles correram para a rua e viram que um bloco da obra havia caído em uma basculante e em um Cruze azul sedan. Edson Cheffer, 34 anos, empresário, estava dentro do carro no momento do desabamento. Os vizinhos quebraram o vidro e o resgataram. O empresário machucou a mão e teve outros ferimentos leves pelo corpo.

O Corpo de Bombeiro fez o atendimento à vítima no local, que depois foi para a casa de um amigo. O comerciante Demis Xavier, 42 anos, mora no prédio ao lado e disse que sentiu o edifício tremer durante o desabamento. Ele foi um dos primeiros a chegar ao local e ajudar no socorro da vítima.

O proprietário do carro, André Ferreira, 30 anos, advogado, veio com Edson de São Gabriel da Palha, Norte do Estado, para atender um cliente que mora na região.

Segundo o advogado, Edson ficou descansando no banco do carona. Os dois tinham a intenção de aproveitar o fim de semana em Vitória.

“Eu tinha uma reunião e o Edson quis vir junto porque depois íamos ficar na Capital mesmo, para passear também. O combinado era voltar para São Gabriel domingo (hoje)”, explicou André.
Depois de socorrido, Edson ligou para o amigo e relatou o que tinha acontecido. “Quando eu cheguei e vi o carro, só acreditei que o Edson estava vivo porque ele tinha me ligado antes”, contou.

Os vizinhos da obra disseram que estavam preocupados com o andamento do empreendimento. No local funcionava um hotel (Paradise) e a demolição teve início há cerca de dois meses para construção de um condomínio residencial. Parte da avenida ficou interditada para remoção dos escombros e reestabelecimento da energia elétrica.

O outro lado

A construtura Galwan é a responsável pelo empreendimento que desabou na tarde de ontem. Segundo a empresa, a demolição está a cargo da RR Transportes. Todos os alvarás para a execução do serviço estão em dia.

A Galwan está preparando o terreno para construir um condomínio residencial, com quatro edifícios.
A empresa informou ainda que a demolição do antigo hotel estava em andamento há aproximadamente dois meses.

Representantes da Galwan estiverem no local para acompanhar os trabalhos de remoção da obra que desabou.
A reportagem tentou entrar em contato por telefone com a RR Transportes, mas não teve retorno.

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