
“Fui ficando sem ar e tentei sair, mas as portas estavam trancadas, não dava para abrir”, disse.
O empresário conta que, durante um minuto, viu as pedras caindo e destruindo o veículo que ele estava. Ele sobreviveu apenas com ferimentos leves.
Os moradores da avenida onde a obra está localizada escutaram o forte barulho do desabamento e perceberam que algo grave havia acontecido.
Edson calcula que eles demoraram cerca de cinco minutos para resgatá-lo. Ele teve apenas ferimento em um dedo por causa de vidros quebrados.
“Eles conseguiram quebrar o vido e me tiraram pela janela mesmo. O meu celular e minha carteira estavam no bolso, por isso consegui entrar em contato com meu amigo para avisar o que aconteceu”, explicou.
Edson foi atendido pelos bombeiros no local e depois foi para a casa de um amigo da família. Esse amigo acompanhou o empresário até o posto de saúde de Jardim da Penha.
Após o atendimento no posto de saúde, Edson voltou ao local do desabamento porque queria tentar pegar suas roupas no carro.
Susto e destruição

Por volta das 15h20, moradores da avenida escutaram um estrondo. Eles correram para a rua e viram que um bloco da obra havia caído em uma basculante e em um Cruze azul sedan. Edson Cheffer, 34 anos, empresário, estava dentro do carro no momento do desabamento. Os vizinhos quebraram o vidro e o resgataram. O empresário machucou a mão e teve outros ferimentos leves pelo corpo.
O Corpo de Bombeiro fez o atendimento à vítima no local, que depois foi para a casa de um amigo. O comerciante Demis Xavier, 42 anos, mora no prédio ao lado e disse que sentiu o edifício tremer durante o desabamento. Ele foi um dos primeiros a chegar ao local e ajudar no socorro da vítima.
O proprietário do carro, André Ferreira, 30 anos, advogado, veio com Edson de São Gabriel da Palha, Norte do Estado, para atender um cliente que mora na região.
Segundo o advogado, Edson ficou descansando no banco do carona. Os dois tinham a intenção de aproveitar o fim de semana em Vitória.
“Eu tinha uma reunião e o Edson quis vir junto porque depois íamos ficar na Capital mesmo, para passear também. O combinado era voltar para São Gabriel domingo (hoje)”, explicou André.
Depois de socorrido, Edson ligou para o amigo e relatou o que tinha acontecido. “Quando eu cheguei e vi o carro, só acreditei que o Edson estava vivo porque ele tinha me ligado antes”, contou.
Os vizinhos da obra disseram que estavam preocupados com o andamento do empreendimento. No local funcionava um hotel (Paradise) e a demolição teve início há cerca de dois meses para construção de um condomínio residencial. Parte da avenida ficou interditada para remoção dos escombros e reestabelecimento da energia elétrica.
O outro lado
A construtura Galwan é a responsável pelo empreendimento que desabou na tarde de ontem. Segundo a empresa, a demolição está a cargo da RR Transportes. Todos os alvarás para a execução do serviço estão em dia.
A Galwan está preparando o terreno para construir um condomínio residencial, com quatro edifícios.
A empresa informou ainda que a demolição do antigo hotel estava em andamento há aproximadamente dois meses.
Representantes da Galwan estiverem no local para acompanhar os trabalhos de remoção da obra que desabou.
A reportagem tentou entrar em contato por telefone com a RR Transportes, mas não teve retorno.