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Greve da PM: Tenente-Coronel Foresti nega participação em movimento

Em audiência de instrução dos processos criminais relativos à Operação Protocolo Fantasma realizada na 4ª Vara Criminal de Vitória, que apura o ...

Última atualização

Em audiência de instrução dos processos criminais relativos à Operação Protocolo Fantasma realizada na 4ª Vara Criminal de Vitória, que apura o suposto envolvimento de 24 pessoas no movimento de paralisação da Polícia Militar do Estado, ocorrido em fevereiro de 2017, o Tenente Coronel-Foresti acusado pelo Ministério Público, de envolvimento em crimes como incitação à greve e de integrar organização criminosa, negou todas as acusações.

 (Foto: Acervo de A Tribuna )

A Juíza Gisele Souza de Oliveira, da 4ª Vara Criminal de Vitória, deu prosseguimento, às audiências de instrução ouvindo testemunhas de dois núcleos: de Policiais Militares e  de Familiares.

O Tenente Coronel-Foresti  mesmo informado que tinha o direito de permanecer calado, preferiu responder a todas as perguntas feitas pela magistrada, negando, entretanto, todas as acusações feitas pelo Ministério Público Estadual, afirmando que as mesmas não são verdadeiras.

Durante o interrogatório, a juíza leu transcrições de postagens que teriam sido feitas pelo réu na rede social whatzapp. O acusado confirmou que a linha telefônica institucional estava à sua disposição, no entanto, negou que tenha sido o autor das mesmas e afirmou, ainda, que a linha ficava disponível para todos que trabalhavam no CIODES.

Segundo o acusado, durante os fatos ocorridos, ele só teve uma preocupação: com a segurança de sua tropa. Segundo ele, no dia 8 de fevereiro ele passou mal e teve um “surto” ao ouvir um áudio com som de tiros e de militares pedindo socorro.

Segundo Forest, ele foi atendido por um psiquiatra que o diagnosticou com stress agudo pós tramático.
Com relação à acusação de associação criminosa, o acusado negou que tenha relação próxima com os outros réus, que a maioria deles ele não conhecia e que alguns deles ele só conheceu enquanto se encontrava preso.

Ao ser questionado pelo Ministério Público sobre quem poderia ter postado as mensagens de WhatsApp, o acusado respondeu que não sabia, que o CIODES funciona 24 horas e que o aparelho sempre ficou lá.

Questionado pelo seu advogado de defesa, o acusado afirmou que não deu ordem para fechar nenhum batalhão e que não impediu a regular atuação da Polícia Militar.

Ao concluir sua fala, Foresti destacou que não teve contato com nenhuma das pessoas acusadas nas ações penais relativas ao movimento de paralisação, nem antes, nem durante, nem depois do movimento. “As minhas linhas telefônicas e de meus familiares estão abertas para complementar as informações no que for necessário”, afirmou.

Segundo Foresti, ele está há muitos anos na Polícia Militar, não tendo recebido nenhuma punição: “muito pelo contrário, fui um dos policiais que mais trabalharam na Polícia Militar, fazendo de tudo para melhorar a segurança pública do Espírito Santo. Eu não tinha motivo nenhum para colocar a minha tropa em risco.”, ressaltou.

O interrogatório foi finalizado por volta das 16h, quando a juíza passou a ouvir  outra testemunha, do “Núcleo dos Familiares”, um deputado estadual do Estado de Sergipe que teria participado de algumas reuniões durante o movimento de paralisação da PMES.

Com relação aos próximos passos do processo, que está em fase de instrução, está agendado para o dia 29 de junho o interrogatório das 14 rés. Antes desta data, será feita, ainda, a oitiva de uma testemunha de Brasília por meio de carta precatória.

Como a denúncia do MPES foi única, contra todos os policiais e familiares supostamente envolvidos, o prazo para a defesa apresentar essas alegações, em ambos os processos, terá início quando o processo das familiares estiver na mesma fase do processo dos policiais militares, ou seja, quando a instrução estiver concluída.
 

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