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Economia

Trabalhadores fazem paralisação de 24 horas em dois portos do Estado

Trabalhadores dos portos de Vitória e Capuaba fazem uma paralisação de 24 horas nas duas unidades do Estado, em prol de melhores condições de ...

Movimento dos trabalhadores no Porto de Vitória

Última atualização

Trabalhadores colocaram uma faixa protestando contra a empresa (Foto: Divulgação)Trabalhadores dos portos de Vitória e Capuaba fazem uma paralisação de 24 horas nas duas unidades do Estado, em prol de melhores condições de trabalho e reposições salariais. Desde às 7 horas desta terça-feira (05), todas as atividades nos dois portos estão suspensas.

A paralisação foi deflagrada pela categoria após uma assembleia com o Sindicato Unificado da Orla Portuária (Suport-ES), no dia 22 de maio. Segundo o sindicato, 100% dos trabalhadores administrativos e operacionais aderiram ao movimento.

Segundo Ernani Pereira Pinto, presidente do Suport-ES, a categoria luta por melhores condições salariais, como a revisão de reajustes e melhores condições no fundo de previdência complementar.

“Nós estamos desde 2016 lutando pela revisão de algumas cláusulas e não somos ouvidos. Na segunda-feira (04), um dia antes do movimento começar, nos apresentaram uma proposta de 1% de reajuste retroativo a 2017, mas inserindo condições que nos prejudicam. Sobre o fundo de previdência, que está sob intervenção há dez anos, há um desconto de quase 30%. Sem reajuste, o trabalhador está perdendo”, explicou.

Ainda segundo Ernani, um novo movimento – agora de 48 horas, pode ser deflagrado nos próximos dias. “Já está deliberada esta nova paralisação. Dependerá agora de conversas com a Codesa (Companhia de Docas do Espírito Santo)”, afirmou.

Movimento dos trabalhadores no Porto de Vitória (Foto: Divulgação)

Autoridade Portuária se pronuncia

Em nota, a Codesa classificou a paralisação dos trabalhadores como “inoportuna” e se disse contra o movimento. A empresa afirmou ainda que a greve dos caminhoneiros, realizada nos últimos quinze dias, provocou uma redução na movimentação de cargas nos portos, gerando prejuízos.

“O momento é de crise e preocupação com saúde financeira da empresa e, com isso, a preservação dos direitos dos trabalhadores”, diz a nota.

“Informa a todos os empregados que a negociação, visando ao acordo coletivo, está aberta desde meados de 2017 e um termo foi assinado com os sindicatos, no final do ano passado, de modo a garantir o atendimento às necessidades dos empregados e, ao mesmo tempo, manter a sustentabilidade da empresa. Foi solicitado aos sindicatos que colaborassem com a apresentação de alternativas para redução de custos, para que a empresa possa fazer uma nova proposta de reajuste salarial, compatível com as orientações do governo federal”, completou a empresa.

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