
O irmão de Arthur, Marcos Melo explicou que a vaquinha online, feita para ajudar no transporte do corpo para o Estado, tinha como meta alcançar 15 mil dólares.
“Nós fizemos uma estimativa de quanto seria necessário e alcançamos o mínimo que precisávamos. Agora conseguimos quase 17 mil e o consulado está nos ajudando”, contou.
Marcos é engenheiro e afirma que incentivou o jovem a estudar nos EUA por já ter morado lá.
“Ele estava há quatro anos morando lá e estudava engenharia. Trabalhava como entregador de pizza e tinha uma noiva americana. O casamento seria depois que ele se formasse”, disse.
O irmão disse que recebeu um vídeo do irmão com o cunhado antes de ir para a praia. “Ele sempre gostou muito de surfe. Quase chegou a se profissionalizar no esporte”, completou.
A família ficou sabendo do ataque por meio da sogra de Arthur, que contatou uma tia que vive nos EUA. “Nossa mãe estava na casa da nossa avó, que é acamada, quando recebeu a notícia por volta das 16 horas de sábado”, explicou.
Marcos contou que o irmão foi mordido nas duas pernas, na região da panturrilha. Ele afundou e o cunhado conseguiu puxá-lo e levá-lo até a areia, apesar da grande quantidade de sangue na água. Banhistas ajudaram no socorro e depois Arthur foi levado para o hospital, já sem vida.
“Pela agressividade do ataque, estima-se que foi um tubarão-branco. É uma espécie que frequenta aquela região. O corpo vai passar por uma autópsia em Boston. Como a última morte assim foi em 1936, as autoridades locais estão estudando quais providências tomar para evitar novos ataques. O caso ganhou uma repercussão muito grande”, disse.
Veja mais:
Família consegue ajuda para trazer corpo de jovem para o estado
