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Disputa recorde para vaga na Polícia Federal por causa da Lava a Jato

Maior operação de combate à corrupção da história do Brasil, a Lava a Jato já dura quatro anos e vem inspirando profissionais do Estado a buscarem ...

Disputa recorde para vaga na Polícia Federal por causa da Lava a Jato
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Maior operação de combate à corrupção da história do Brasil, a Lava a Jato já dura quatro anos e vem inspirando profissionais do Estado a buscarem uma vaga entre as 500 disponibilizadas pela Polícia Federal em seu mais recente concurso.

Segundo professores e coordenadores de cursos preparatórios, a demanda pela seleção este ano aumentou no Espírito Santo e já bateu recorde de candidatos.

De acordo com o professor de Português Paulo Vargas, nas duas turmas onde dá aulas, a demanda cresceu mais de 40% em relação à última seleção da Polícia.

“Nós percebemos sim um aumento, nossas turmas foram fechadas com meses de antecedência e, durante as aulas, a Operação Lava a Jato é citada várias vezes. Os alunos a usam como inspiração”, contou.

Ele disse ainda que “muitos brincam e dizem até que querem ser como o japonês da federal”, uma referência ao agente da Polícia que era presença marcada nas operações do órgão.

A coordenadora pedagógica do Centro de Evolução Profissional (CEP), Ivone Goldner, confirmou a alta procura, e reforça que os estudos devem ser redobrados.

“Concluímos nossa turma faz algumas semanas e o recado que passamos para os alunos é que reforcem os exercícios”.

A advogada Ana Caroline Ronchi disse que decidiu mudar de carreira depois de acompanhar a atuação dos agentes nos jornais.

“Sempre quis seguir carreira no Direito e, quando pude ver como é o trabalho da Polícia Federal na prática, tomei a decisão de que era aquilo que eu queria para a mim”.

A ficção também inspira e dá ânimo aos candidatos que encaram horas de estudo por dia.

“Assisti à série sobre a Operação Lava a Jato em uma semana e fiquei mais animada ainda. Mesmo que não trabalhe diretamente no caso, só o fato de estar na instituição que busca a Justiça contra a corrupção já é compensador”, disse a advogada, se referindo ao seriado “O Mecanismo”.

No Espírito Santo, 5 mil candidatos buscam trabalhar no órgão. Ao todo, foram disponibilizadas chances em cinco cargos diferentes: delegado, perito criminal, agente de polícia, escrivão de polícia e papiloscopista. Todas exigem nível superior.

Os salários variam de R$ 11.983,26 a R$ 22.672,48, para 40 horas semanais.

A reportagem completa você lê no jornal A Tribuna deste domingo (16). 
 

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