O corpo do ex-governador do Estado Albuíno Azeredo, que morreu na manhã de domingo (16), aos 73 anos, será sepultado às 10h30, no cemitério Parque da Paz, na Ponta da Fruta, em Vila Velha.
Às 8 horas, teve início uma celebração na Igreja Maranata da Praia da Costa. Após o culto, o cortejo segue para o cemitério.
Albuíno estava internado há cinco dias, após ser diagnosticado com pneumonia. Na UTI, respirava com aparelhos. De acordo com nota do hospital, apesar de estar reagindo bem ao tratamento para a infecção, não resistiu a uma parada cardiorrespiratória e morreu às 7h50.
O Governo do Estado decretou luto oficial de três dias pelo ocorrido. “Somos um País de enorme desigualdade social e racial. É uma marca muito significativa para o Estado e para o Brasil a ascensão de uma pessoa que veio de uma família simples, filho de professora, negro e que conseguiu ascender ao posto de governador do Espírito Santo ”, disse Paulo Hartung.
O prefeito em exercício de Vitória, Sérgio Sá, também decretou luto oficial de três dias.
Histórico
Nascido em Vila Velha, em 21 de janeiro de 1945, de origem humilde, foi vendedor ambulante, quitandeiro, peão de pedreira e jogador de futebol no Atlético de Vitória antes de se formar em Engenharia na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Filiou-se em 1970 ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB).
Na política, foi secretário de Planejamento da Prefeitura de Cariacica e nomeado, em 1988, para secretário de Planejamento e Transportes do Espírito Santo no governo Max Mauro (1987-1991), desenvolvendo o projeto Transcol.
Em maio de 2000, assumiu o cargo de subsecretário de Transportes do Rio de Janeiro, no governo de Anthony Garotinho.
Longe da vida pública, em 2009, foi vítima de um acidente vascular cerebral (AVC). Um ano depois, recebeu o diagnóstico de câncer de próstata. Em 2013, apresentou um quadro de dores diversas, passando por tratamento com morfina. Casado com Valdiceia Peçanha de Azeredo, teve três filhos.