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Economia

Prestação da casa própria pode ser suspensa por até um ano

Uma nova modalidade de refinanciamento da casa própria da Caixa Econômica Federal permite suspender as parcelas de imóveis por até um ano.O recurso ...

Agência da Caixa Econômica em Vitória

Última atualização

Agência da Caixa Econômica em Vitória (Foto: Rodrigo Gavini/Arquivo AT)Uma nova modalidade de refinanciamento da casa própria da Caixa Econômica Federal permite suspender as parcelas de imóveis por até um ano.

O recurso pode ser utilizado por quem está com as prestações em dia, mas com dificuldade de quitar as parcelas mensais do contrato de financiamento.

De acordo com a instituição financeira, se o contrato não estiver em atraso e o comprador tiver pago no mínimo 24 prestações desde a concessão ou a última negociação, é possível pausar até 12 prestações mensais.

Outro requisito é que a dívida, antes da suspensão do contrato, não pode ser superior a 80% do valor do imóvel.

O advogado e presidente da Comissão de Direito Imobiliário da OAB-ES, Gilmar Custódio, acredita que este é um benefício válido para evitar a perda do imóvel.

“Neste momento de recessão econômica, essa medida é importantíssima. Esse prazo permite que o mutuário ganhe um fôlego para se reorganizar e seguir com o pagamento de forma pontual, evitando a perda do imóvel”.

Após a pausa, o valor das prestações suspensas será somado às parcelas que sobraram do contrato, sem alteração do prazo de financiamento, o que, segundo o advogado imobiliário Diovano Rosetti, deve ser bem planejado para evitar prejuízos.

“É uma modalidade muito perigosa. Pois a dívida cresce e, se o mutuário não conseguir pagar, o banco retoma o imóvel. Como o prazo não aumenta, as novas parcelas terão valor acrescido daquelas que ficaram congeladas, ficando ainda mais alta se, junto a elas, estiverem os valores de impostos e condomínio”.

O advogado alerta ainda que é preciso cautela ao renegociar a dívida, pois o valor pode aumentar de forma que o mutuário não consiga mais pagar as prestações.

Os especialistas recomendam que, antes de tomar a decisão pela suspensão do contrato por 12 meses, o mutuário avalie outras formas de renegociação que possam ser mais úteis e não tragam prejuízos futuros.

Em nota, a Caixa informou que não divulga o total de contratos em suspensão ou renegociação “por se tratar de estratégia de negócio”.

Leia a reportagem completan o jornal A Tribuna desta quarta-feira (19).
 

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