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Polícia

Estudante vai para UTI após ser atacado com pedra

Era para ser uma noite de sexta-feira comum para o universitário Cláudio Benincá Pimentel, 19 anos, estudante de Engenharia Mecânica da Universidade ...

Última atualização

 Cláudio Benincá foi agredido com pedra (Foto: Thiago Coutinho)Era para ser uma noite de sexta-feira comum para o universitário Cláudio Benincá Pimentel, 19 anos, estudante de Engenharia Mecânica da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Mas no percurso de volta para casa após uma festa, tudo mudou.

O jovem foi atacado no dia 14, por volta de 1 hora, por um morador de rua, visivelmente sob efeito de drogas. A arma? Uma pedra com aproximadamente 10 quilos.

Cláudio conta que não viu o morador se aproximar e, no momento da agressão, ficou sem reação. “Não sei de onde ele veio e não me recordo bem o que aconteceu. De acordo com o segurança que me ajudou, ele jogou a pedra na minha cabeça duas vezes e teria me matado se ele não tivesse impedido”.

Após o ataque, Cláudio chegou a desmaiar e foi levado entubado às pressas para o Hospital São Lucas, em Vitória. Ao dar entrada no local, o jovem apresentava um quadro grave e foi levado para a UTI com traumatismo craniano e permaneceu três dias internado.

A mãe do universitário, a comerciante Margarete Benincá Pimentel, 50, conta que ficou em choque ao saber do acidente do filho. “Nossa família é de São Mateus, e quando o policial ligou avisando que o Cláudio havia sofrido uma agressão por pedrada, fiquei sem reação.”

Os pais do jovem entraram em contato com os avós dele, com quem ele mora na capital, no bairro Joana D’Arc, e informaram o que tinha acontecido.

O aposentado Cláudio Ribeiro Pimentel, 80, tentou controlar a situação e manter a calma. “Eu tentei acalmar a minha mulher, que ficou muito nervosa na hora. E logo avisei a tia dele que foi para o local saber o que tinha acontecido.”

Quando a tia dele chegou ao local, uma unidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) já estava no local com a polícia. “Eu não me lembro direito do que aconteceu, mas eu poderia ter morrido”, diz o universitário.

Hoje, após o ocorrido, Cláudio acredita que o rapaz que o atacou precisa de ajuda para, talvez, mudar de vida. “Isso me faz pensar sobre a situação que estamos vivendo. As pessoas que estão nessa situação, com certeza, têm algum tipo de problema. Ele acabou fazendo isso porque ele, provavelmente, não tinha outra alternativa”, desabafa.

Após o ocorrido, o jovem se recupera em casa. O morador de rua não foi identificado ou preso.

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