
O cerco eletrônico será instalado até o final do ano e contará com 24 câmeras fixas nas entradas e saídas de Vila Velha e outras 16 móveis, que serão trocadas de lugar constantemente em pontos estratégicos a serem definidos pela Secretaria Municipal de Transportes, Trânsito e Infraestrutura Urbana (Setran).
A reportagem teve acesso à maioria dos locais que receberão a nova vigia. Destaque para a entrada e saída da Ponte Florentino Avidos, o Trevo de Capuaba, a avenida Carlos Lindemberg, o trevo de São Torquato, a Estrada do Dique, pelo menos três alturas da Rodovia do Sol e o Viaduto de Interlagos.
“Já as câmeras móveis vão para os que chamamos de ‘locais quentes’, com maior quantidade de ocorrências criminosas na cidade. A ideia é que as novas câmeras se confundam com outras espalhadas pela cidade. Serão disfarçadas”, contou o coronel Oberacy Emmerich, responsável pela Setran.
“Desenvolvendo tecnologia de reconhecimento de face, poderemos monitorar as pessoas em situação de rua, identificar criminosos que estejam infiltrados nesses grupos, analisar a concentração de pessoas, e direcionar trabalho da abordagem de serviços sociais”, adiantou.
O cerco vai servir ainda para monitorar canais que cortam a cidade e encostas em bairros de risco.
“Em dias de chuva, a atenção fica maior, e em situações de urgência, poderemos agilizar o socorro, além de coletarmos informações para ações preventivas”, destacou o coronel.
Criminosos pilotando carros com restrição de furto e roubo que acabarem usando as vias de Vila Velha como rota de fuga por ações feitas na capital e em Cariacica, por exemplo, serão um dos focos do cerco, que conseguirá capturar as placas em tempo real por meio de um sistema digital especial.
As 40 câmeras vão custar R$ 1,3 milhão, valor que virá por meio de convênio com a Petrobrás Distribuidora. A licitação para compra dos equipamentos já foi aberta.
