
Entre os 20 milhões de itens que pertenciam ao acervo da instituição, estavam documentos do naturalista capixaba Augusto Ruschi.
Também estavam no museu peças antropológicas e arqueológicas de povos indígenas que habitaram em solo capixaba, além de minerais e espécies da flora do Estado.
Augusto Ruschi, que faleceu em 1986 e ganhou o título de Patrono da Ecologia do Brasil, foi professor e pesquisador do Museu Nacional. Por conta disso, diversos estudos, pesquisas, anotações e correspondências dele estavam no museu atingido pelo incêndio.
“Perdemos uma parte enorme da história e da ciência ligada ao Espírito Santo. É a maior perda já sofrida pela ciência brasileira”, lamentou Sérgio Lucena, diretor do Instituto Nacional da Mata Atlântica, que administra o museu Mello Leitão, fundado por Ruschi em Santa Teresa.
Lucena conta que grande parte do acervo do ecologista veio para o Mello Leitão – que foi inspirado no Museu Nacional –, mas parte ficou no Rio de Janeiro. Esses documentos seriam estudados, nos próximos meses, pela historiadora capixaba Aline Gonçalves.
“Era um acervo muito rico e pouco explorado que, infelizmente, se perdeu”, afirmou Lucena.
Mais antigo do País, o Museu Nacional vem passando por dificuldades geradas pelo corte no orçamento para a sua manutenção.
O incêndio começou por volta das 19h30 de domingo e só foi controlado pelos bombeiros seis horas depois. O fogo começou depois que o local já havia encerrado a visitação. Não há informações sobre vítimas.