
Eles irão atuar em uma obra desafiadora: o prédio mais alto do Espírito Santo.
O número foi dado pelo diretor-presidente da Grand Construtora, empresa responsável pelo empreendimento, Rodrigo Barbosa Gomes.
Segundo Gomes, os profissionais serão realocados de outras obras para a construção do Taj Home Resort, condomínio de luxo, que terá o prédio mais alto do Estado e ficará na Rodovia do Sol, no bairro Jockey, em Vila Velha.
“No início, a obra vai demandar de 120 a 140 funcionários que irão trabalhar na fundação, em toda base da estrutura. Para levantar o prédio, estamos prevendo que esse número vá subir para cerca de 360 funcionários. Em sua fase final de acabamento e retoques finais a previsão é de que tenhamos contratados 700 funcionários simultâneos”, afirmou.
O empresário destaca ainda que todos serão contratados diretamente pela construtora, sem intermédio de empreiteiras.
“Não trabalhamos com empreiteiras. Todos os profissionais serão nossos contratados. Pedreiros, pintores, rebocadores, ajudantes… Toda equipe será direta”, explicou.
Gomes ainda conversou com a reportagem de A Tribuna sobre seu início de carreira, os planos futuros e como está superando a crise.
A Tribuna – Como o senhor começou sua carreira?
Rodrigo Barbosa Gomes – Comecei minha carreira me formando em Economia, pela Universidade Federal do Espírito Santo. Logo depois que me formei, fui trabalhar como analista de custo, na antiga Aracruz Celulose, hoje Fibria. Depois disso decidi ter o meu próprio negócio, uma serralheria de alumínio, que dei o nome de Argo, onde trabalhei por 9 anos.
Busquei então mudar de ramo e atuar na área de construção civil. Fui funcionário de uma construtora e, junto com um sócio, acabei montando uma empresa com o mesmo nome da minha antiga serralheria: a Argo, que existe até hoje. Depois de um tempo busquei criar minha própria construtora, e então nasceu a Grand Construtora, em julho de 2013.
E por que você decidiu investir na área? O que o motivou?
Depois que me formei fui direto trabalhar e sempre gostei do ramo de construção civil. Porém, este é um ramo que exige bastante recurso, por isso fui gradativamente, ao longo de mais de 20 anos, construindo um orçamento e aumentando gradativamente minha participação no ramo, até chegar o dia de criar minha própria construtora.
Qual é o principal desafio do setor?
Nosso maior desafio hoje não está no setor de construção civil, nem em nossa produção de imóveis. O maior desafio hoje está na crise, que está em todos os setores e que nunca durou tanto tempo quanto esta que estamos vivendo. Estamos há mais de 4 anos com a economia andando a passos curtos e as soluções de retomada não estão em nossas mãos. Precisamos convencer as pessoas a voltarem a investir.
E como estão superando a crise?
Estamos superando com muito planejamento. Historicamente a empresa sempre foi conservadora e preferiu não arriscar muito. Buscamos sempre estudar o mercado e construir nossos empreendimentos com recursos de origens próprias, vindo de obras anteriores.
Atualmente oferecem quantos serviços?
Trabalhamos como construtora e incorporadora. Nossas obras são construídas e vendidas por nós mesmos. Temos ainda uma equipe própria de vendas, que tem tido grande êxito nas vendas.
E quais os planos futuros para a empresa?
Estamos com grandes planos para Taj Home resort, condomínio de alto luxo, que terá apartamentos de até quatro suítes e quatro vagas de garagem. Ele terá 50 andares, e uma das torres será o prédio mais alto do Espírito Santo. Ele irá contratar cerca de 700 novos trabalhadores.
Além disso, temos ainda dois novos empreendimentos que estão em fase de construção, todos em Vila Velha. Vamos também iniciar mercado em Vitória.
Compramos nosso primeiro lote e estamos em fase de licenciamento com a prefeitura da capital para lançarmos nosso primeiro prédio na cidade. Ele será o primeiro de uma nova fase para a empresa, mas dependemos ainda mais do mercado para trazer novas novidades.
E quais são as condições de compra?
Temos uma das melhores condições do mercado capixaba: dividimos nossas unidades em até 120 vezes. Com isso o cliente compra, dá uma entrada, e tem até 10 anos para pagar o imóvel.
Como vê as reformas do governo?
As reformas precisam sim de uma continuidade. Elas são necessárias para a reestruturação do mercado. Nós trabalhamos com base em leis trabalhistas de anos atrás, e se quisermos ser competitivos mundialmente, devemos nos igualar com as formas de trabalho de outros países, para então sairmos dessa crise.