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“Vícios emocionais não nos deixam chegar ao sucesso”, diz coach

Como você se conecta com o outro? Qual é a qualidade dos seus sentimentos e pensamentos quando está sozinho? Será que você tem inteligência emocional ...

"Se eu comunico alegria e tenho pensamentos de vitória, eu vou passar isso para as pessoas. É um ciclo vicioso do bem"

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Como você se conecta com o outro? Qual é a qualidade dos seus sentimentos e pensamentos quando está sozinho? Será que você tem inteligência emocional para lidar com os problemas do dia a dia?

Alguns vícios emocionais, como o de reclamar e ser pessimista, acabam impedindo as pessoas de alcançarem o sucesso.

O master coach Giovanne Guerra, diretor da Febracis Vitória, ministrou curso neste final de semana sobre inteligência emocional e conversou com a reportagem de A Tribuna.

Para ele, quando você se conecta de forma positiva com as outras pessoas, acaba evoluindo em todos os aspectos: físico, emocional, profissional e espiritual. Confira a entrevista:

A Tribuna – Qual é a melhor definição de inteligência emocional?
Giovanne Guerra – É a maneira como eu me conecto com o próximo, comigo e com algo maior, independente de religião. Se todos esses pontos não estiverem equilibrados, é impossível seguir de uma forma plena, porque nossa vida é sistêmica, tudo é interligado. Não adianta estar bem profissionalmente se estiver mal na vida conjugal. Não adianta ter uma relação amorosa sólida se estou mal espiritualmente. Se a pessoa não tem a roda da vida com todos esses pilares equilibrados, ela não tem inteligência emocional.

O vício emocional nos impede de chegar ao sucesso?
Com certeza. Algumas pessoas são viciadas em álcool, outras em cigarro, mas o que muitos não sabem é que todos nós temos algum vício. E as pessoas que amam a gente alimentam os nossos vícios. Quando alguém briga e o outro aceita, está alimentando o vício de discutir. As pessoas viciadas se auto-sabotam e colocam a culpa no outro, então nunca chegam a lugar nenhum.

Pode citar alguns desses vícios emocionais?
Pode ser o de reclamar de tudo, que geralmente é uma repetição do que a pessoa vivenciou na infância; tem o vício de recomeçar, como o de quem sempre está montando uma empresa, chega no topo, ganha muito dinheiro e quebra. Monta outra empresa, ganha dinheiro e quebra. Se ele não entende que isso é um vício, o ciclo é contínuo e não vai acabar. Tem gente viciada em relacionamento ruim: está tudo ótimo, tranquilo, e ele vai lá e arranja uma desculpa para brigar. Isso é um vício emocional. Pessoas deprimidas por muito tempo começam a gostar de ficar nessa situação. E geralmente alguém da família alimenta esse vício pela pena.

Então as pessoas não percebem que têm algum vício emocional?
Não percebem. Vejo muita gente falando que é persistente, mas no fundo ela não está buscando algo, ela está insistindo. Inconscientemente ela até sabe que tem um vício emocional, sempre fala que vai melhorar, mudar, mas não busca ajuda. As pessoas continuam fazendo a mesma coisa querendo resultados diferentes. Quando eu insisto, não estou buscando ajuda. Persistir é procurar ajuda.

É verdade que alimentar pensamentos ruins pode nos viciar?
Claro! Nosso cérebro é programável, então podemos nos viciar para o bem ou para o mal. Se eu comunico alegria e tenho pensamentos de vitória, de que sou merecedor, eu vou passar isso para as pessoas. É um ciclo vicioso do bem.

As pessoas têm dificuldade de assumir a própria culpa?
Sim. Eu sou o único responsável pela minha saúde e felicidade. Costumo dizer que todos os anos a gente recebe um livro em branco, com 12 capítulos e 365 páginas, começa a escrever e decide o que vai fazer. E mesmo assim as pessoas continuam colocando a culpa do seu fracasso nos outros.

O contrário do sucesso não é o fracasso, mas desistir. E as pessoas estão desistindo antes de fracassar.

Como sair do vício?
Mude a sua fisiologia. A maneira como eu comunico verbalmente e a minha expressão corporal dizem muito sobre quem eu sou. Pensamento contínuo ruim vira vício, então a pessoa tem que eliminar os pensamentos negativos. Mudando isso, eu automaticamente mudo os meus sentimentos e as crenças do que eu sou, do que faço e do que penso.

Saiba mais:

Fonte: www.febracis.com.br.

1 Conhecer as próprias emoções
O primeiro passo é se conhecer, analisar suas emoções e as ações que você faz em resposta aos estímulos.

Você deve estar ciente de que a inteligência emocional é um processo gradual e que varia de pessoa para pessoa.

Não apresse as coisas, não se desespere. Coloque seus sentimentos e suas ações em um papel e, depois, reflita profundamente sobre isso.

2 Controlar as emoções
Aprender a lidar com as emoções e controlá-las te colocará na direção certa conforme cada situação, e fará toda a diferença entre o equilíbrio e a disfunção.

Evite pensar de imediato em um resultado negativo. Seja otimista, tente enxergar o lado positivo e lembre-se que cada situação possui diversas saídas, basta você procurá-las.

Quando estiver sob pressão, a coisa mais importante é tentar manter a calma. Encontre uma distração, realize uma atividade prazerosa e canalize sua ansiedade.

3 Automotivação
Nunca perca a esperança. Tudo é possível, desde que você corra atrás daquilo que você quer de maneira consciente e sem passar por cima do outro. Você deve aprender a responder aos seus estímulos para depois decidir como quer se comportar para atingir suas metas.

4 Empatia
Aprender a se colocar no lugar do outro, reconhecer as emoções dos outros e entender seus comportamentos nos torna mais sensíveis e abertos.

5 Saber se relacionar interpessoalmente
Outro ponto chave para o sucesso é saber ter boas relações, guiando as emoções dos outros. Isso criará um ambiente positivo a sua volta, melhorando não só a sua qualidade de vida, mas também contagiando aqueles ao seu redor.

 

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