
O caso aconteceu em Jardim Tropical, na Serra. A vítima teve queimaduras no peito, rosto e braços, e, segundo a irmã, a cirurgia será necessária porque a mão não está recebendo circulação sanguínea por causa dos ferimentos. Ela está internada no Hospital Jayme Santos Neves e não tem previsão de alta.
De acordo com a assessoria da Polícia Civil, o caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Mulher (DHPM) e, até o momento, o suspeito, um cadeirante, de 36 anos, continua foragido. Ainda não se sabe se ele teve ajuda para fugir, após o crime.
Familiares disseram que o relacionamento deles havia sofrido altos e baixos, e ele não aceitou o término. “O ex-marido dela era muito ignorante, costumava dar empurrões nela, mas ninguém achava que chegaria a esse ponto”, disse uma irmã da vítima.
A diarista foi surpreendida pelo agressor enquanto subia para a casa da vizinha para esquentar uma sopa para os filhos, de 2 e 5 anos. O acusado teria jogado álcool e ateado fogo na vítima.
As crianças teriam presenciado a cena. A irmã da diarista conta que o estado dela ainda é delicado. “Ela está nas mãos de Deus”.
Para Cláudia dos Santos Garcia, promotora de Justiça e coordenadora estadual do Núcleo de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Nevid), é importante que a mulher compreenda os riscos da violência que vive. “As pesquisas mostram que, a partir do momento em que a mulher denuncia, tem maiores chances de evitar um feminicídio”.