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Mulheres vão à Justiça após erros em tratamentos

Após erros em tratamentos de beleza e procedimentos estéticos malsucedidos, mulheres têm buscado a ajuda da Justiça para reparar os danos sofridos. ...

Cabeleireiro faz alisamento. O procedimento já levou a queda de cabelo, alergia e calvície parcial em mulheres

Última atualização

Cabeleireiro faz alisamento. O procedimento já levou a queda de cabelo, alergia e calvície parcial em mulheres (Foto: Dayana Souza - 07/06/2018)Após erros em tratamentos de beleza e procedimentos estéticos malsucedidos, mulheres têm buscado a ajuda da Justiça para reparar os danos sofridos. Há casos de mulheres que chegam a entrar em depressão após resultados não esperados.

A advogada Janine Paraíso conta que uma de suas clientes passou por um episódio traumático após um tratamento capilar. “Ela fez um procedimento para deixar os fios lisos, pois a especialidade do salão são os tratamentos em cabelos cacheados. No entanto, ela passou a sentir coceira e ardência no couro cabeludo, e depois queda abrupta de cabelo. Quando ela procurou um dermatologista, foi constatada a reação ao produto e a alopecia (calvície parcial).” Janine explicou que a moça fez uso de antidepressivos durante meses após o ocorrido.

Indenização

A Justiça foi acionada e em julho deste ano houve sentença favorável à mulher, que conseguiu uma indenização de R$ 5 mil por danos morais, uma vez que a vítima teve que passar por tratamento médico, teve gastos com medicamentos e uma queda de cabelo considerável.

Outro caso em que a Justiça concedeu indenização após procedimento estético foi o de uma jovem que teve queimaduras após um procedimento de depilação com uso de luz pulsada.

A advogada Maria Bruinhara relatou que entre os casos de clientes com ações na Justiça devido a erros em tratamento está o de uma mulher que também teve queda de cabelos após um procedimento para cachear os fios. O estabelecimento foi condenado a pagamento de danos morais. “No caso de falhas, o consumidor deve buscar a reparação se foi lesado, seja de forma física ou psíquica. Em muitas mulheres, os erros atingem a autoestima.”

O advogado Flávio Fabiano explica que a prestação de serviços de salões de beleza e estética vincula o profissional ao resultado. “Tudo que é contratado deve ser alcançado, sendo, inclusive, obrigatório que o consumidor seja informado de eventuais efeitos colaterais.”

Ele frisa que quem se sentir lesado deve entrar em contato com o prestador do serviço. Caso não receba atenção, pode acionar o Procon para que medidas administrativas sejam tomadas, ou, ainda, a esfera judicial, para requerer uma indenização pelos danos.

Tatuagem deformada
 (Foto: Acervo Pessoal )O que deveria ser um procedimento de rotina, se tornou um pesadelo. A historiadora Paula França Teixeira, 39, teve uma tatuagem danificada após realizar uma depilação a laser na clínica em que costumava frequentar. A região foi lesionada e os profissionais que realizaram o procedimento só entraram em contato quando souberam que ela havia acionado a Justiça.

“Foi decepcionante”, Paula declarou. Ela recebeu uma indenização de R$ 4 mil por danos estéticos e morais.

 (Foto: Reprodução/Jornal A Tribuna) (Foto: Reprodução/Jornal A Tribun)

 (Foto: Reprodução/Jornal A Tribuna) (Foto: Reprodução/Jornal A Tribuna)

 (Foto: Reprodução/Jornal A Tribuna)

Leia a matéria completa na edição desta sexta-feira (28).

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