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Prefeitura é proibida de autorizar construções que façam sombra na praia

A Justiça proibiu a Prefeitura de Vila Velha de autorizar novos empreendimentos na orla, que possam fazer sombreamento no litoral da cidade, até às ...

Prédios fazem sombra na orla da Praia da Costa, em Vila Velha

Última atualização

Prédios fazem sombra na orla da Praia da Costa, em Vila Velha (Foto: Jussara Martins / Arquivo A Tribuna)

A Justiça proibiu a Prefeitura de Vila Velha de autorizar novos empreendimentos na orla, que possam fazer sombreamento no litoral da cidade, até às 17 horas. A decisão é baseada em uma solicitação do Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF/ES).

Os novos empreendimentos, segundo o Ministério Público, terão que apresentar um estudo relacionado ao impacto de sombreamento da praia e estes não poderão produzir sombras até às 17 horas (18 horas no horário de Verão). Segundo o MPF, a mesma norma vale para os empreedimentos que possuem requerimentos administrativo tramitando na Prefeitura ou que ainda não possuem autorização.

Os estudos deverão levar em consideração as variáveis existentes em toda a orla de Vila Velha, tais como a localização dos lotes ou terrenos passíveis de edificação, a extensão da faixa de areia de cada perímetro, a extensão das avenidas, a distância entre os terrenos e a praia, a incidência de luz solar em cada estação do ano, de acordo com a geografia de cada bairro, entre outros.

Para o Ministério Público, o sombreamento causado pelos prédios ao longo da orla de Vila Velha gera uma série de impactos ambientais negativos como a redução da incidência solar direta na areia; desconforto térmico, pois a praia, que, anteriormente, era um local com sensação térmica agradável, condizente com o ambiente à beira mar, começa a apresentar a sensação de ‘frio’; prejuízo à qualidade sanitária da areia, uma vez que a redução de incidência solar direta propicia a proliferação de fungos, possibilitando a maior transmissão de doenças de pele e respiratórias.

A sentença destaca que não há dúvida em relação aos prejuízos de ordem ambiental, econômica, turística e paisagística ocasionados pelas edificações construídas na orla Vila Velha. “Patente, portanto, é a necessidade de adoção de medidas hábeis a minimizar tais consequências, especificamente em relação aos futuros empreendimentos”, diz o documento.

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