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“É a primeira vez que chuva e vento faz esse estrago”, diz dono de escuna

As chuvas intensas e os ventos fortes que atingiram todo o Estado na última semana, também causaram estragos para uma empresa que possui escunas ...

Após chuva e vento, escuna que fez passeios turísticos está afundando

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As chuvas intensas e os ventos fortes que atingiram todo o Estado na última semana, também causaram estragos para uma empresa que possui escunas ancoradas próximo ao píer de Iemanjá, na orla de Jardim Camburi, em Vitória.

A embarcação é da Escuna Cores do Mar, que realiza passeios pela baía da Vitória. A escuna atingida possui capacidade para 60 tripulantes e está afundando após o toldo da cobertura rasgar com a pressão da água. Com isso, o barco acabou entrando em processo de naufrágio por conta da forte água que entrou na embarcação e acabou encobriu parte do convés.

Segundo o piloto da escuna, Samuel Goulart, ela está parada há quatro anos, e que desde então, é a primeira vez que isso aconteceu. Além de toda a água, Samuel ressaltou que o flutuante de madeira que dá acesso ao local, também está parcialmente afundada, por conta da força das chuvas e do mar.

“Ficamos impressionados com a força da natureza. Em todos os outros períodos de chuva, ela estava aguentando. Mas com os ventos fortes, o toldo rasgou e entrou um volume muito alto de água. Com isso, o acesso também ficou comprometido. Mas já estamos estudando, colocar flutuantes metálicos, para dar mais suporte e melhorar o turismo na capital”, explicou.

O piloto salientou que, após esses estragos, novas medidas estão sendo feitas, para que seja entregue a população.

“Estamos esperando a maré secar na semana que vem, e então vamos usar bomba para retirar a água. O óleo já foi retirado, não oferecendo riscos ao local. A Marinha já veio aqui vistoriar. O casco continua bom, então vamos lutar para que a escuna volte a funcionar”, disse.

Após chuva e vento, escuna que fez passeios turísticos está afundando (Foto: Leone Iglesias/AT)

O proprietário da escuna, Ricardo Capiche, lamentou o ocorrido. “São 21 anos de empresa e nunca tinha visto algo assim acontecer, é a primeira vez que chuva e vento faz esse estrago. Mas não está oferecendo riscos ao meio ambiente. Agora temos um prejuízo de mais ou menos R$12 mil”, ressaltou.

Outra escuna da empresa, que também se encontra ancorada desde fevereiro, vai passar por manutenção para funcionar neste verão. “Ela tem capacidade para 80 pessoas, e não está afundado, mas apresenta problemas. As escunas sofrem muito com o mar. Queremos colocá-la para transitar já para este verão”, contou.

A Marinha do Brasil, por meio do Comando do 1º Distrito Naval, informa que a embarcação em questão é de propriedade privada, atualmente inscrita na Capitania dos Portos do Espírito Santo (CPES).

Militares da Capitania estiveram no local e realizaram uma vistoria na embarcação, notificando o proprietário para reflutuá-la, de forma a não comprometer a segurança da navegação e não causar poluição hídrica e/ou danos ao meio ambiente.

A CPES informa, ainda, que esta embarcação encontra-se impedida de trafegar em virtude de suas condições estruturais e de seu Certificado de Segurança da Navegação estar vencido.

Após chuva e vento, escuna que fez passeios turísticos está afundando (Foto: Leone Iglesias/AT)

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