O que esperar de uma história escrita por uma das autoras mais importantes da atualidade? Um roteiro espetacular. É isso que se encontra em “Animais Fantásticos: Os crimes de Grindelwald”, o segundo longa-metragem da franquia que é prelúdio da tão famosa série Harry Potter, de autoria da aclamada J.K.Rowling.
Se no primeiro filme, “Animais Fantásticos e Onde Habitam” (2016), ainda não se sabia para onde a história iria seguir e havia pontuais referências à franquia de origem, neste se abusa de cenários e personagens já conhecidos do grande público. A impressão é que passou o receio inicial deste parecer apenas um desdobramento sem sentido. A empreitada ganhou confiança após alta bilheteria.
Muita coisa apenas os fãs dos oito primeiros filmes vão perceber. Como o uso de corujas no Ministério da Magia Britânico, o que, nos filmes de Harry Potter, Arthur Wesley já havia explicado que eram usadas para enviar comunicados internos, mas foram trocadas por aviãozinhos de papel que fazem menos sujeira. Ou seja, houve um cuidado com os detalhes, com a história, com as cenas e com os diálogos.

As cenas também estão mais glamorosas que no primeiro filme. Em um diálogo com Newt Scarmander (vivido pelo ganhador do Oscar Eddie Redmayne e desta vez mais habituado à timidez do personagem), Alvo Dumbledora (interpretado por Jude Law) diz que adora vistas panorâmicas. Ao fundo, está Paris dos anos 1920. São várias as cenas com ângulos abertos, o que requer mais tecnologia, cuidado e, evidentemente, dinheiro.
Também não se poupou em efeitos especiais nas magias e animais fantásticos que aparecem em incontáveis cenas. Por isso, a obra deve ser uma das possibilidades de Oscar nesta categoria, afinal estamos nos meses de lançamento daqueles que almejam a estatueta.

Para os brasileiros, a expectativa, após este lançamento, se renova. Isso porque o próximo Animais Fantásticos se passará no Rio de Janeiro dos anos 1930, como a própria autora deu pistas. Mas esqueçam filmagens aqui. Serão feitas em estúdio, assim como ocorreu com a França.
Como fã de J.K. Rowling desde os meus 12 anos e depois de ler tudo o que ela já lançou, posso afirmar que as características da autora estão em cada detalhe desta obra. Como disse uma amiga, que divide comigo as paixões pela obra e pela casa da Corvinal, foi dado um novo gás ao mundo bruxo, que nunca esteve tão fantástico.
