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Polícia

Dondoni é condenado a 24 anos por mortes

Depois de mais de 10 anos de espera por justiça, o representante comercial Wagner José Dondoni de Oliveira foi condenado nesta segunda-feira (5) a ...

agner Dondoni no posto da PRF, olhando a garrafa de vodca achada em seu veículo, após acidente, em 20 de abril de 2008

Última atualização

Depois de mais de 10 anos de espera por justiça, o representante comercial Wagner José Dondoni de Oliveira foi condenado nesta segunda-feira (5) a cumprir 24 anos e 11 meses de prisão pela morte de três pessoas em um acidente de carro na BR-101, em Viana.

Dondoni foi condenado por três homicídios consumados, uma tentativa e uso de documento falso, com pena total de 25 anos e quatro meses, no entanto foi reduzido o tempo em que ficará preso, já que cumpriu cinco meses. O juiz também acatou o pedido do Ministério Público Estadual da prisão preventiva do réu, que foi decretada de forma imediata.

O representante comercial foi acusado de estar dirigindo embriagado, fazendo zigue-zague na pista quando voltava de uma boate em Guarapari. No caminho, bateu de frente com um veículo conduzido pelo cabeleireiro Ronaldo Andrade.

Foi dele a maior perda: seus dois filhos, Rafael Scalfoni Andrade, de 13 anos, e Ronald Andrade, de 3 anos, além de sua mulher, Maria Sueli Costa Miranda, 29.

Às 9h51 de ontem, o júri popular, formado por sete membros, sendo cinco mulheres, iniciou os trabalhos no Fórum de Viana. Ao todo, oito pessoas foram ouvidas – sete delas testemunhas.

Durante todo o tempo, a defesa de Wagner Dondoni tentou convencer os jurados de que o representante comercial não assumiu o risco de matar ao volante e que o Ministério Público Estadual não tinha provas que comprovassem que ele tinha a intenção de matar a família.

Nos momentos finais, em que defesa e acusação tiveram uma hora para cada um apresentar a réplica e a tréplica, o promotor de Justiça do caso, Fábio Langa Dias, listou vários fatores que comprovam o dolo eventual.

Entre os quais, o estado de embriaguez, as manobras perigosas que fazia durante o trajeto, o fato de ter ignorado o alerta de socorrista de uma ambulância, em que ele quase bateu, de que ele não tinha condições de dirigir.

Também citou o fato de Dondoni ter provocado um primeiro acidente, sem que prestasse socorro.

Por volta das 00h25 de hoje, a sentença foi proferida pelo juiz Romilton Alves Vieira Junior.

Ronaldo Andrade. Pai e marido das vítimas do caso Dondoni.  (Foto: Eliane Proscholdt)

“Não vou falar que é um sonho porque na realidade foi um pesadelo esses 10 anos para mim, mas agora sim, com essas folhas na mão eu estou super feliz”, afirma Ronaldo. 

Defesa de Dondoni  (Foto: Eliane Proscholdt/AT)

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