
A corporação não adianta de forma oficial, no entanto, como será feito o esquema. Mas fontes da Segurança Pública revelaram à reportagem que tropas especializadas estarão de prontidão nos batalhões aguardando acionamentos.
Haverá dois focos: os terminais e as garagens dos ônibus — onde policiais militares vão atuar na garantia de que os motoristas e cobradores que desejarem trabalhar e circular com coletivos possam fazê-lo, apesar do possível impedimento dos grevistas. E também para garantir que a frota mínima estipulada por lei seja cumprida.
Já no caso dos terminais, o objetivo é evitar maiores transtornos para a população.
A Guarda Municipal de Vila Velha também vai intensificar o patrulhamento nos centros comerciais “para proteger a população em passagem pela cidade.”
Em Vitória, os agentes municipais vão aguardar acionamento por meio do Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes) e agir em parceria com a Polícia Militar.
Até o momento, está valendo o mínimo exigido por lei em casos de greve de serviços essenciais: 30% da frota precisa circular. Como a frota é de 1.750 veículos — contando com Transcol e municipais de Vitória e Vila Velha —, apenas 525 vão atender os cerca de 700 mil passageiros de transporte coletivo na Grande Vitória.
A quantidade mínima pode mudar, no entanto, após julgamento de desembargador do Tribunal Regional do Trabalho do Espírito Santo.
CONFLITOS
Em dezembro do ano passado, a PM foi para as portas das garagens quando os rodoviários adiaram o movimento de paralisação para depois do Natal.
Na greve de novembro 2016, PMs tiveram que agir no Terminal de Campo Grande, em Cariacica. Passageiros revoltados fizeram um protesto e houve confusão generalizada. A Polícia Militar precisou usar spray de pimenta.
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