
É o que acredita o também juiz Ezequiel Turibio, da 1ª Vara Criminal de Vitória.
De acordo com o magistrado, a decisão de revogar uma prisão se dá a partir do momento em que os principais motivos que levaram a pedir a mesma desaparecem. O que pode ter acontecido com o colega ao entrar em contato com testemunhas e provas durante a audiência.
“A prisão é cautelar. Se o juiz decreta a prisão e esses motivos desaparecem, ele pode revogá-la a qualquer momento. Nós podemos ter um entendimento antes da instrução e outro depois”, disse o juiz.
A ex-pastora Juliana Sales deixou o Centro Prisional Feminino de Cariacica (CPFC) na madrugada de ontem após ter o pedido de liberdade provisória concedido pela Justiça.
De acordo com a defesa de Juliana, ela saiu do presídio às 3 horas e seguiu para a casa de amigos em Minas Gerais. A defesa não informou em qual cidade ela ficará.
Segundo a advogada Milena Freire, a decisão proferida pelo juiz responsável pelo caso, André Bijos Dadalto, da 1ª Vara Criminal de Linhares, não impede que a ex-pastora saia do Estado. “Como eu já havia informado, no momento em que fiz o pedido de liberdade, o endereço para onde ela iria, ela pode sair do Estado sem problema nenhum”, disse Milena.
A advogada também falou sobre os argumentos usados pela defesa para solicitar o pedido de revogação da prisão. “O excesso do prazo da audiência de instrução foi um dos motivos que eu aleguei. Por lei, ela teria 90 dias para passar por ela e passou bem depois. Os depoimentos das testemunhas de acusação também foram argumento. Elas foram unânimes em dizer que Juliana não era investigada no crime”, disse a advogada.
Assistente
O advogado Siderson Vitorino, que representa a família paterna de Kauã, teve seu pedido para ser assistente de acusação no caso deferido pela Justiça na tarde de ontem. Ele foi intimado a comparecer na audiência do dia 24 de novembro, no Fórum de Linhares.