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Botão de pânico contra assédio em ônibus

Com muitos relatos de assédio sexual em ônibus e até com prisão de quem comete esse crime, mulheres saíram em defesa da instalação do botão do pânico ...

Mulheres unidas pela instalação do botão do pânico dentro dos ônibus. Elas acreditam que todas as medidas para prevenir e até inibir os assédios são válidas

Última atualização

Com muitos relatos de assédio sexual em ônibus e até com prisão de quem comete esse crime, mulheres saíram em defesa da instalação do botão do pânico dentro dos coletivos.

A advogada criminalista Hândala Rocha, 26 anos, é a favor da ferramenta. “É uma situação ultrajante e nós mulheres não podemos nos calar. O botão do pânico seria uma solução prática.”

Embora destaque que a conscientização e a educação são as melhores alternativas no enfrentamento, inclusive começando o combate no ensino infantil, a professora de inglês e integrante do coletivo musical BatuQdellas, Rafaella Machado dos Santos, 32, disse que o botão pode ser opção.

A universitária Giovana Bicalho Bisi, 20, também é favorável, mas diz que é preciso estudar em quais lugares o dispositivo seria instalado e se seria, de fato, efetivo.

A advogada criminalista e membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB-ES, Gizelly Bicalho, 27, ressaltou que tudo que é feito para ajudar é ótimo. “Mas é preciso analisar como será implantado, quais são as circunstâncias.”

Mulheres unidas pela instalação do botão do pânico dentro dos ônibus. Elas acreditam que todas as medidas para prevenir e até inibir os assédios são válidas (Foto: Leone Iglesias/ AT/ 26/10/2018)

Opinião semelhante tem a advogada e membro da Comissão da Mulher Advogada da OAB-ES, Vanessa Santa Bárbara Rodrigues, 43.

“Todas as medidas para prevenir e até inibir esse crime são válidas, só que precisa estudar quem iria acionar o botão. Mas independente disso, a mulher precisa parar de ter medo. É preciso gritar, se manifestar, não ter vergonha.”

Para a advogada Renata Monteiro, 37, qualquer medida que seja criada para proteger a mulher é importante. “Já passou da hora de criar alternativas de proteção e o botão do pânico poderia ser uma opção, embora não seja a única.”

A advogada criminalista Letícia Bortolotti, 26, também entende que é um instrumento importante, mas teria de ver como seria a aceitação das pessoas.

A Ceturb/ES informou que a implantação requer uma discussão com a participação de todos os setores envolvidos, pois vários aspectos devem ser considerados.

Em Belo Horizonte, o equipamento será instalado nos ônibus e vai ser acionado pelos motoristas.

A reportagem completa você lê no jornal A Tribuna deste sábado (27). 
 

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