Chamado de Aimovig, chega ao mercado americano o primeiro medicamento com a função de prevenir a enxaqueca, doença que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.
A droga injetável possui uma agulha semelhante à da aplicação de insulina e pode ser usada pelo próprio doente na barriga, no braço ou na perna. Nos Estados Unidos, a dose do remédio estará disponível à venda a partir desta semana por U$ 600 (R$ 2.230).
Fabricado pelos laboratórios Novartis e Amgen, o remédio pertence à família das drogas mais modernas na medicina, os chamados anticorpos monoclonais, que bloqueiam a comunicação de um fragmento de proteína conhecido como peptídeo relacionado ao gene da calcitonina, um dos causadores da doença.
O medicamento aprovado pela agência reguladora de saúde dos Estados Unidos deve chegar ao Brasil no ano que vem.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença afeta a qualidade de vida das pessoas e é responsável por incapacitar os pacientes, impedindo-os de trabalhar, sair da cama ou habitar qualquer ambiente minimamente iluminado ou ruidoso.
A OMS estima que um em cada sete adultos sofra de enxaqueca no mundo, e que a doença afeta mais mulheres do que homens, numa proporção de três para um.
A médica neurologista clínica Soo Yang Lee disse que quem sofre com a doença apresenta dores muito fortes que não melhoram com uma simples medicação.
“Existem casos em que as crises são muito fortes e obrigam o paciente a procurar ajuda médica mas, essa dependência pode prejudicar ainda mais o problema”, explicou.
Para quem sofre com enxaqueca crônica, o neurocirurgião Walter Fagundes recomenda ter um controle com a alimentação, pois há alimentos que potencializam as crises. Ele também indica que o paciente procure outras formas de tratamento como botox e acupuntura, que podem reduzir as dores de cabeça.