A fila de pacientes que aguardam para fazer exames para auxiliar no diagnóstico e tratamento de problemas do coração, de dor de cabeça crônica, ortopédicos, varizes, gastrite e refluxo deve ser reduzida com o mutirão que a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) fará.
A expectativa é de que sejam realizados 10.993 exames, que já começaram a ser feitos e estão programados para até o final de dezembro.
No entanto, não será suficiente para acabar com a espera dos cerca de 30 mil pacientes que aguardam a oportunidade. Ainda ficarão 20 mil pessoas na fila.
O panorama foi informado à reportagem pelo secretário de Estadi da Saúde Ricardo de Oliveira.
O atendimento será apenas para os pacientes que já passaram por consulta médica e estão cadastrados na Central de Regulação de Consultas e Exames da Secretaria de Estado da Saúde aguardando a oferta do serviço.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), os pacientes escolhidos para realizar o exame serão informados sobre o local, a data e o horário através do serviço de saúde da cidade onde moram.
O mutirão inclui ainda exames para pacientes com problemas problemas vasculares (varizes), cardíacos e gastrointestinais.
O secretário Ricardo de Oliveira planeja que todos os 10.933 exames sejam feitos até o final do ano.
Para isso, serão usadas ressonâncias magnéticas, tomografia, endoscopia, colonoscopia (para intestino grosso e reto), ultrassonografia com doppler, ecocardiograma, retossigmoidoscopia (para o reto), cintilografia (para tecidos e outros órgãos), e densitometria (tipo de raio X).
Os exames serão feitos nos hospitais da rede filantrópica e também em clínicas da rede particular.
Serão, ao todo, nove locais: Hospital Santa Rita e Santa Casa de Misericórdia, em Vitória; Hospital Evangélico de Vila Velha, Hospital Evangélico e Santa Casa de Misericórdia de Cachoeiro de Itapemirim, Hospital Evangélico de Itapemirim, Santa Casa de Misericórdia de Guaçuí, Centro de Diagnóstico Médico de São Mateus e Uniscan -Clínica Radiológica em Linhares.
O investimento está na faixa de R$ 2,5 milhões de recursos do caixa do governo do Estado.
A repositora Marlucia Gomes Maia, de 45 anos, ficou esperançosa com o anúncio de um mutirão de exames, principalmente porque inclui novas ressonâncias magnéticas.
É que sua filha de 14 anos precisa muito fazer uma e aguarda desde o começo do ano. A menina é portadora de uma síndrome rara.
“Acho que com esses quase 11 mil novos exames a fila vai andar mais e diminuir a espera do povo”, disse.
